Crise hídrica em SP: reservatórios críticos e La Niña preocupam. Região Metropolitana enfrenta escassez de água e impactos na economia local. A Sabesp adota medidas emergenciais
A região metropolitana de São Paulo enfrenta uma grave crise hídrica, caracterizada por níveis críticos de reservatórios e secas prolongadas. A situação, agravada pelo fenômeno La Niña, tem gerado preocupação com o abastecimento de água para a população e a economia local.
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Dados recentes indicam que a média de precipitação na região está abaixo da média histórica para janeiro, com exceção do posto de medição do Mirante de Santana, na zona norte da capital, que já superou a expectativa.
A dificuldade de avanço de frentes frias e a umidade provenientes do Atlântico e da Amazônia, influenciadas pelo La Niña, contribuem para a escassez de chuvas. O meteorologista Leydson Dantas do Inmet, esclarece que, apesar de uma possível melhora no segundo semestre, a situação permanece desafiadora.
A expectativa de um enfraquecimento do La Niña, com 75% de probabilidade segundo a NOAA, não garante um aumento imediato das chuvas na região.
Os reservatórios que abastecem a capital e os municípios da região metropolitana estão em níveis críticos, com o Sistema Integrado Metropolitano da Sabesp registrando apenas 27,7% de sua capacidade. Para enfrentar a crise, a companhia tem implementado medidas como a ampliação da captação no sistema Alto Tietê, investimentos em modernização de equipamentos e ações para reduzir o desperdício de água, incluindo a diminuição ou cessação do abastecimento noturno.
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A Sabesp destaca que a região enfrenta uma situação hídrica historicamente desafiadora, com uma disponibilidade hídrica per capita extremamente baixa, comparável a regiões semiáridas.
O monitoramento da Agência Nacional de Águas (ANA) revela que a crise hídrica se estende por diversas regiões do Brasil, incluindo o Nordeste, o norte de Minas Gerais, Goiás e partes de São Paulo e Minas Gerais. A região metropolitana de São Paulo está entre as áreas mais afetadas, com níveis de seca que se intensificam e impactam a hidrologia e a ecologia local.
A situação é agravada pelas mudanças climáticas, que geram chuvas irregulares, ondas de calor e uma demanda elevada por água.
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