Cuba enfrenta crise aérea! Aeroportos restringidos e companhias aéreas cancelam voos devido à falta de combustível. Alerta máximo para o turismo e economia da ilha. Saiba mais!
Cuba enfrentou uma situação inédita na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, com restrições operacionais em seus aeroportos internacionais, decorrentes da falta de combustível para abastecer suas aeronaves. Essa escassez gerou alertas às companhias aéreas, através de um Notam (Aviso a Aviadores), válido inicialmente até 11 de março, e desencadeou medidas emergenciais no transporte aéreo e no setor de turismo.
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Empresas como Air Europa e Iberia, operadoras regulares para o país, ajustaram suas rotas e horários, incluindo escalas técnicas para reabastecimento na República Dominicana. Já a Air Canada, maior operadora entre o Canadá e Cuba, suspendeu imediatamente seus serviços, devido à falta de combustível disponível nos aeroportos cubanos.
Outras companhias canadenses, responsáveis pelo principal fluxo turístico internacional para a ilha, iniciaram ajustes de frequência, oferecendo cancelamento ou remarcação de bilhetes sem cobrança adicional. O setor turístico, um dos pilares da economia cubana, começou a sentir os efeitos da escassez de energia.
Hotéis em polos como Varadero e nas ilhas do norte suspenderam atividades e transferiram hóspedes para outras unidades, buscando otimizar o consumo de energia.
A falta de querosene de aviação é atribuída pelo governo cubano ao bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que se intensificou nas últimas semanas. O fornecimento venezuelano foi interrompido após a destituição de (PSUV, esquerda) em 3 de janeiro.
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Em dezembro de 2025, o governo de (Partido Republicano) passou a impor tarifas para países que mantivessem exportações de petróleo para a ilha.
O turismo, remessas e missões médicas figuravam entre as principais fontes de divisas da ilha, mas todos esses segmentos vêm perdendo fôlego. A ilha enfrenta escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, inflação elevada, apagões frequentes, queda da produção, déficit fiscal expressivo e forte migração.
Segundo o Centro de Estudos de la Economía Cubana, o PIB (Produto Interno Bruto) do país recuou 5% em 2025, acumulando retração superior a 15% desde 2020. O centro descreve o cenário como de “conjuntura crítica”, marcada por crises sobrepostas e por um modelo econômico sem capacidade de resposta estrutural.
Para 2026, a instituição avalia como excessivamente otimista a projeção oficial de crescimento de 1 %, sobretudo diante do agravamento das restrições energéticas. Nesse contexto, o México, que figurou entre os principais fornecedores de petróleo à ilha em 2025, suspendeu os envios de petróleo bruto e anunciou o envio de 814 toneladas de ajuda humanitária.
Dois navios militares mexicanos com alimentos e produtos de higiene a Cuba até meados desta semana.
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