Crise Empresarial: 900 Mil Negócios Fecham! Descubra os Erros que Levam à Falência. Rodrigo Tetti Garcia revela os segredos para evitar a crise. Saiba mais!
Em 2025, um número alarmante de empresas – cerca de 900 mil – encerrou suas atividades. Essa não foi uma falência repentina, mas sim o resultado de um processo gradual, muitas vezes imperceptível para a liderança. A detecção precoce de sinais de alerta é crucial para evitar que a situação se agrave.
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Para entender melhor esse fenômeno, conversamos com Rodrigo Tetti Garcia, Mestre em Administração e autor do livro “Genes Sustentadores – As competências que recuperam e transformam empresas para o enfrentamento de crises empresariais”. Ele nos ajudou a identificar os principais erros que contribuem para o fechamento de negócios.
Estudos indicam que a deterioração de uma organização pode levar até 3,7 anos para se tornar explícita. Um dos erros mais comuns é a incapacidade de reconhecer os primeiros sinais de alerta. A confiança excessiva em resultados passados, a crença de que “dessa vez será diferente” ou uma leitura distorcida do ambiente podem levar a decisões tardias e prejudiciais.
Quando a crise é finalmente admitida, a empresa já perdeu a principal vantagem competitiva: o tempo. A transformação preventiva deixa de ser uma opção, restando apenas tentativas desesperadas de sobrevivência.
Em momentos de pressão, muitos líderes se concentram em apagar incêndios operacionais, o que pode levar a um excesso de microgerenciamento e a uma falta de visão estratégica. Cortes, controles rígidos e decisões tomadas de forma centralizada ocupam toda a agenda, enquanto a capacidade de planejamento e orientação para o futuro desaparece.
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Essa situação pode resultar em centralização excessiva, esgotamento da liderança e paralisia decisória, culminando na rápida falência da empresa.
Um erro comum é operar com apenas um “radar” ligado, focando exclusivamente na eficiência operacional e na preservação do caixa. Isso pode levar à negligência de investimentos seletivos em inovação, novos mercados e desenvolvimento de capacidades futuras.
Estratégias puramente defensivas tendem a ser menos eficazes a longo prazo. A ambidestria organizacional – que equilibra a necessidade de eficiência no presente com a exploração de oportunidades futuras – é fundamental para atravessar crises sem comprometer a relevância da empresa a longo prazo.
Quando a cultura organizacional pune o erro, a discordância ou a má notícia, informações críticas deixam de circular. A falta de segurança psicológica impede que os alertas sejam comunicados, e a crise se agrava. Organizações resilientes, por outro lado, criam ambientes onde falar sobre riscos e falhas é visto como um dever coletivo, promovendo a transparência e o diagnóstico precoce.
A ausência de gestão de riscos é um fator comum entre empresas que chegam à insolvência. Não se trata de evitar riscos, mas de identificá-los, mensurá-los e preparar respostas adequadas. A gestão de riscos funciona como um sistema imunológico organizacional, reduzindo a intensidade da crise, ampliando a capacidade de resposta e preservando a viabilidade do negócio.
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