Relator da CPMI do INSS Aponta “Blindagem” e Possível Atraso no Relatório Final
Em entrevista ao Poder360, na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), expressou otimismo em relação ao conteúdo do relatório final. Gaspar garantiu que o documento apresentará “todos os fatos, indícios e responsáveis” relacionados à investigação de desvios em aposentadorias e pensões.
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No entanto, manifestou ceticismo em relação à sua aprovação, atribuindo a um quebra de “blindagem generalizada” por parte de alguns setores.
O relator usou a expressão “pizza em casa” para descrever a situação, uma analogia para indicar que o trabalho da comissão não resultará em conclusões concretas se não houver colaboração. “Da minha parte, estará contido no relatório todos os fatos, indícios e responsáveis.
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Se o colegiado vai aprovar com essa blindagem generalizada eu não sei dizer,” afirmou. Gaspar enfatizou a importância de expor a diferença entre aqueles que trabalham com seriedade e aqueles que buscam proteger indivíduos envolvidos em irregularidades.
Possível Atraso na Apresentação do Relatório
A apresentação do relatório final da CPMI pode ser adiada. O presidente da comissão, que representa o Podemos-MG, planeja se reunir com o presidente do Senado, representante do União Brasil-AP, para solicitar uma prorrogação de 60 dias. Gaspar justificou a necessidade da extensão dos trabalhos devido ao grande volume de provas coletadas e à importância de concluir oitivas adicionais.
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Gaspar ressaltou que o colegiado precisa de mais dois meses para finalizar as investigações, evitando interferir no calendário eleitoral de outubro. Segundo ele, “ninguém precisa de prorrogação para ampliar de forma desnecessária a investigação”.
A prioridade é garantir que o trabalho da comissão seja concluído de maneira eficaz.
Operação Sem Desconto: Investigação da PF
A Polícia Federal (PF) iniciou a operação Sem Desconto em 23 de abril de 2024, com o objetivo de investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A investigação revelou irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas, aplicados sem a autorização dos beneficiários sobre seus benefícios.
A investigação busca identificar responsabilidades de agentes públicos e entidades associativas envolvidas no esquema. A Controladoria Geral da União (CGU) estima que o prejuízo causado por essas irregularidades seja de R$ 6,3 bilhões, concentrado nos descontos realizados sem a devida autorização em benefícios de idosos e pensionistas.
