CPMI INSS: “Pizza em Casa” e R$ 6,3 Bilhões Desaparecem! Urgente Relatório Atrasado?

“Pizza em casa”? Relatório da CPMI do INSS pode ser bloqueado! Relator alerta para “blindagem” e atraso na conclusão da investigação de R$ 6,3 bilhões. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Relator da CPMI do INSS Aponta “Blindagem” e Possível Atraso no Relatório Final

Em entrevista ao Poder360, na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), expressou otimismo em relação ao conteúdo do relatório final. Gaspar garantiu que o documento apresentará “todos os fatos, indícios e responsáveis” relacionados à investigação de desvios em aposentadorias e pensões.

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No entanto, manifestou ceticismo em relação à sua aprovação, atribuindo a um quebra de “blindagem generalizada” por parte de alguns setores.

O relator usou a expressão “pizza em casa” para descrever a situação, uma analogia para indicar que o trabalho da comissão não resultará em conclusões concretas se não houver colaboração. “Da minha parte, estará contido no relatório todos os fatos, indícios e responsáveis.

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Se o colegiado vai aprovar com essa blindagem generalizada eu não sei dizer,” afirmou. Gaspar enfatizou a importância de expor a diferença entre aqueles que trabalham com seriedade e aqueles que buscam proteger indivíduos envolvidos em irregularidades.

Possível Atraso na Apresentação do Relatório

A apresentação do relatório final da CPMI pode ser adiada. O presidente da comissão, que representa o Podemos-MG, planeja se reunir com o presidente do Senado, representante do União Brasil-AP, para solicitar uma prorrogação de 60 dias. Gaspar justificou a necessidade da extensão dos trabalhos devido ao grande volume de provas coletadas e à importância de concluir oitivas adicionais.

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Gaspar ressaltou que o colegiado precisa de mais dois meses para finalizar as investigações, evitando interferir no calendário eleitoral de outubro. Segundo ele, “ninguém precisa de prorrogação para ampliar de forma desnecessária a investigação”.

A prioridade é garantir que o trabalho da comissão seja concluído de maneira eficaz.

Operação Sem Desconto: Investigação da PF

A Polícia Federal (PF) iniciou a operação Sem Desconto em 23 de abril de 2024, com o objetivo de investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A investigação revelou irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas, aplicados sem a autorização dos beneficiários sobre seus benefícios.

A investigação busca identificar responsabilidades de agentes públicos e entidades associativas envolvidas no esquema. A Controladoria Geral da União (CGU) estima que o prejuízo causado por essas irregularidades seja de R$ 6,3 bilhões, concentrado nos descontos realizados sem a devida autorização em benefícios de idosos e pensionistas.

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