Relatório da CPMI do INSS Ignora Nomes de Ex-Presidentes
Em uma segunda-feira (23 de março de 2026), o relator da Comissão Parlamentar Mista do Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) declarou que o relatório final terá uma abordagem puramente técnica. O deputado, que representa o União Brasil em Alagoas, afirmou que o documento, já com mais de 5.000 páginas, não mencionará diretamente os nomes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do então presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
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Número Elevado de Indiciados e Duração da Investigação
Segundo o relato, o número de pessoas indiciadas na investigação já ultrapassa as 228. A comissão espera que esse número aumente significativamente, com os trabalhos se estendendo por pelo menos 60 dias adicionais. O objetivo é aprofundar a análise dos dados e depoimentos coletados durante a investigação.
Divergências e Relatório Paralelo
Apesar do compromisso do relator com uma análise técnica, surgem divergências dentro da comissão. A base governamental está preparando um relatório paralelo para apresentar contrapondo o documento elaborado por Gaspar. Essa medida surge em meio a questionamentos sobre a participação de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, em possíveis desvios.
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Foco em Evidências e Ausência de Indiciamento
Embora Fábio Luís Lula da Silva seja citado nas investigações, em relação ao seu envolvimento com o conhecido como “Careca” do INSS, ele não será incluído entre os indiciados. A decisão, segundo integrantes da comissão, se baseia na falta de provas concretas que o conectem diretamente aos desvios.
O foco principal do relatório permanecerá na correção de irregularidades na Previdência Social.
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