CPMIs do INSS e Preocupações com o Banco Master
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), expressou grande preocupação com o caso envolvendo o Banco Master em entrevista à Live CNN. “Esse caso do Banco Master está tirando o sono de muita gente em Brasília”, declarou Viana.
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O parlamentar ressaltou que as investigações da comissão estão avançando, apesar das pressões políticas que surgem naturalmente em um ambiente político polarizado. “A CPMI é uma comissão política e, desde o início, essas pressões têm acontecido devido à divisão muito forte que existe no Brasil entre direita e esquerda, e cada lado quer que a sua narrativa tenha mais peso”, explicou.
Investigações em São Paulo e Prejuízos aos Servidores
Viana mencionou que o Ministério Público de São Paulo está investigando investimentos de fundos de pensão no Banco Master em quatro cidades: Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita do Oeste. Segundo o senador, servidores públicos têm sido prejudicados há muito tempo por conta de falhas na gestão dos fundos de pensão.
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“No nosso trabalho na CPMI, se chegarmos a um ponto em que alguém diga: ‘Eu consegui fazer a transferência de milhões da Previdência porque um político me ajudou, um partido me apoiou’, isso vai ficar claro para a população”, afirmou o presidente da comissão.
Cronograma Apertado e Foco nas Investigações
O senador comentou sobre o cronograma apertado da CPMI, que tem apenas 13 encontros até o final de março, sendo dois deles para a leitura e votação do relatório final. “É quase impossível analisar todos esses pontos no tempo necessário”, disse, considerando os mais de 5 mil pedidos de quebra de sigilo e as mais de 100 pessoas convocadas.
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Diante desse cenário, Viana defende que a comissão mantenha o foco nas investigações. “Se começarmos a nos preocupar com o ano eleitoral, não vamos conseguir concluir o trabalho da maneira que deveria”, alertou.
Transparência e Responsabilidade na CPMI
Viana garantiu que os requerimentos que tiverem ligação direta com a investigação serão colocados em votação, independentemente do lado político ou ideológico de quem os apresentou. “Não vou proteger ninguém na CPMI”, concluiu.
