CPMI do INSS Busca Extensão do Prazo para Concluir Investigação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está solicitando uma prorrogação do prazo para finalizar suas atividades. O objetivo é garantir que o grupo possa concluir o relatório final até o dia 28 de março.
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A solicitação foi formalizada na segunda-feira (23) pelo presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que protocolou um requerimento ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Alcolumbre Analisa Solicitação da CPMI
O parlamentar Alcolumbre solicitou que fossem tomadas as providências necessárias para regularizar o prosseguimento da solicitação da comissão, que busca uma extensão de 60 dias para a conclusão das investigações. A situação indica a complexidade do caso e a necessidade de mais tempo para a análise das evidências.
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Cronograma da CPMI do INSS
De acordo com o calendário oficial, a CPMI do INSS planeja ouvir testemunhas até o dia 19 de março. A apresentação e leitura do relatório final estão marcadas para o dia 23, com a votação agendada para o dia 26. A comissão busca otimizar o tempo para garantir que todas as informações relevantes sejam consideradas.
Investigações Concentradas em Fraudes em Consignações
A CPMI do INSS está focando suas investigações em fraudes relacionadas a empréstimos consignados. Há suspeitas de assédio, concessão sem o consentimento adequado e renovações fraudulentas, que resultaram em dívidas impagáveis para muitos aposentados e pensionistas.
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A comissão busca identificar os responsáveis e determinar as consequências legais.
Antônio Carlos Camilo Antunes no Centro das Acusações
O nome de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central nas investigações. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), classificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”, com base em dados apurados pela CPMI.
Segundo as informações, Antunes teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses, atuando como operador do esquema.
