CPMI do INSS Adia Votação sobre Master e Pede Prisões
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu nesta quinta-feira (5) adiar a votação sobre a quebra de sigilo bancário do Banco Master, abrangendo os últimos dez anos. A decisão foi resultado de um acordo entre líderes da oposição e da base governista, conforme declarado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
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Requerimentos e Adequação do Marco Temporal
Os requerimentos relacionados ao Master visavam apurar possíveis irregularidades nos empréstimos consignados. Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a retirada de pauta dos pedidos visa uma adequação no “marco temporal” das informações solicitadas e no tema, focando nos consignados.
A intenção é que os requerimentos sobre o Master retornem à pauta em 26 de fevereiro.
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Prisão de José Carlos Oliveira e Outros Requerimentos
A CPMI também adiou a votação do pedido de prisão preventiva de José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência e ex-presidente do INSS, que nega ter conhecimento sobre as fraudes. Além disso, a comissão aprovou pedidos de prisões preventivas e a proibição de se ausentar do país de Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Mauro Palombo Concílio, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Júnior e Marco Aurélio Gomes Júnior, todos ligados a investigações sobre o esquema de fraudes.
Investigações e Solicitações de Dados
A CPMI também aprovou pedidos de quebra de sigilo e solicitações de relatórios de inteligência financeira de empresas, associações e pessoas ligadas aos investigados, incluindo Paulo Otávio Montalvão Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti.
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Além disso, a comissão solicitou à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) para que envie relatórios e dados sobre fraudes em empréstimos consignados.
Depoimento de Gilberto Waller Júnior
Nesta quinta, a comissão realiza a primeira reunião do ano, com o depoimento de Gilberto Waller Júnior, atual presidente do INSS. Ele assumiu o cargo em abril do ano passado após o esquema de fraudes envolvendo os benefícios de aposentados e pensionistas ser revelado.
Ao chegar ao Congresso, Waller afirmou que iria esclarecer a atuação do instituto em relação ao consignado e às devoluções dos descontos irregulares.
