Correios enfrentam crise bilionária! Deficit atinge R$ 9 bilhões em 2025. Reestruturação inclui demissões e venda de ativos.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos enfrenta um momento crítico, classificado como “gravíssimo”. Dados recentes indicam que a companhia é responsável por mais da metade do prejuízo total das empresas brasileiras. No ano passado, o déficit registrado atingiu R$ 2,5 bilhões.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo a análise do economista Alan Ghani, da Jovem Pan, a situação atual contrasta com o desempenho da empresa entre 2017 e 2021, quando operava com lucro. A partir de 2022, uma sequência de resultados negativos se iniciou, com projeções de novos rombos bilionários ao longo de 2024 e 2025.
Para compreender a crise, é preciso analisar dois eixos principais: fatores circunstanciais e fatores estruturais. Os fatores circunstanciais impactam o caixa da empresa no curto prazo, enquanto os fatores estruturais se referem à capacidade da empresa de se manter relevante ao longo do tempo.
Fatores Circunstanciais: Dívidas judiciais, com o pagamento de precatórios, oneraram significativamente o orçamento. Além disso, a concessão de reajustes salariais acima da inflação elevou os custos fixos da estatal. A implementação da “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até 50 dólares alterou o comportamento do consumidor, reduzindo o volume de encomendas transportadas pelos Correios e favorecendo concorrentes privados como Amazon e Mercado Livre.
Fatores Estruturais: A obsolescência de serviços tradicionais, como o envio de cartas e telegramas, devido à popularização de e-mails e mensagens instantâneas, reduziu uma das principais fontes de receita da empresa. Diferentemente de empresas privadas de logística, que se modernizaram rapidamente para atender ao e-commerce, os Correios enfrentam dificuldades para competir em agilidade e eficiência no novo cenário digital.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O déficit bilionário acaba sendo coberto, em última instância, pela população brasileira, devido à natureza estatal da empresa. Diante da dificuldade da empresa em reverter o quadro e competir com o setor privado, analistas econômicos debatem a necessidade de privatização como possível solução.
O desempenho negativo transbordou para o Orçamento da União, elevando a previsão de déficit para R$ 9 bilhões para 2025.
Para cumprir as regras fiscais, o governo federal realizou um contingenciamento de R$ 3 bilhões em gastos de diversos ministérios. Os Correios anunciaram um plano de reestruturação, que inclui demissão voluntária (PDV) para reduzir o quadro de funcionários em 10 mil pessoas, venda de agências deficitárias e alienação de imóveis, com expectativa de arrecadar R$ 1,5 bilhão.
A empresa busca captar R$ 20 bilhões em empréstimos e explorar parcerias estratégicas com a iniciativa privada, visando garantir a sustentabilidade financeira e modernizar a operação logística no país.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!