A nomeação da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho para o generalato do Exército Brasileiro representa um momento histórico para a instituição. Se o decreto presidencial for formalizado, ela se tornará a primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general, um feito que marca uma importante evolução na presença feminina dentro do corpo de oficiais.
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Trajetória e Formação
Cláudia, natural de Recife e com 57 anos, ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996, como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Sua formação é sólida, com graduação em Medicina pela Universidade de Pernambuco, seguida de residência em Pediatria no Instituto Materno Infantil de Pernambuco.
Além disso, possui pós-graduação em Administração Hospitalar e um MBA em Gestão Estratégica de Saúde, fruto da Fundação Getulio Vargas.
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Atuação e Cargos de Comando
Ao longo de sua carreira, Cláudia assumiu responsabilidades estratégicas na área da saúde do Exército. Ocupou cargos como chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, subdiretora de Legislação e Perícias Médicas da Diretoria de Saúde, e chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste.
Também atuou como adjunta da Inspetoria de Saúde do Comando da 9ª Região Militar.
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Liderança e Conquistas
Cláudia também liderou unidades hospitalares, como o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande. Mais recentemente, exerceu a função de subdiretora técnica do Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro. Sua trajetória inclui a conclusão do Curso de Aperfeiçoamento na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (2007) e o Curso de Comando e Estado-Maior de Serviços na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (2013).
Reconhecimento e Presença Feminina no Exército
Ao longo de sua carreira, Cláudia recebeu diversas condecorações, incluindo a Medalha Militar de Prata, a Medalha do Pacificador, a Medalha Marechal Hermes de Bronze com uma Coroa, a Medalha Marechal Osório – O Legendário, a Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial e o Distintivo de Comando Dourado.
Em 2025, o Exército Brasileiro já havia dado um passo importante ao promover, pela primeira vez, mulheres à graduação de subtenente, consolidando a presença feminina no topo da carreira das praças. A instituição planeja incorporar 1.010 novas mulheres ao Serviço Militar em 2 de março de 2026, ampliando ainda mais a participação feminina.
