A Justiça de São Paulo formalizou um passo crucial na resolução da situação financeira do Corinthians. A homologação do Regime Centralizado de Execuções (RCE) valida o plano de pagamento das dívidas cíveis do clube, que totalizam aproximadamente R$ 450 milhões.
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Esse montante abrange indenizações trabalhistas, obrigações contratuais, débitos com empresários, fornecedores e valores devidos a jogadores. O RCE, previsto na Lei da SAF, visa unificar as execuções judiciais, minimizando o risco de bloqueios e penhoras isoladas que poderiam prejudicar as operações do clube.
O cronograma aprovado estabelece o parcelamento da dívida em até 10 anos, com o início dos repasses programado para março de 2026, considerando as receitas projetadas para o clube em fevereiro do mesmo ano. Inicialmente, 60% do montante serão quitados ao longo dos primeiros seis anos, por meio de pagamentos mensais.
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Os 40% restantes serão pagos em um período de quatro anos subsequentes.
Os valores serão distribuídos de acordo com uma “fila” de credores, organizada conforme a Lei da SAF e decisões judiciais. A prioridade é definida para proteger grupos vulneráveis e incentivar acordos favoráveis ao clube. O deságio (redução) oferecido no acordo influencia a posição do credor na fila.
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Credores que continuam gerando receitas para o clube, como empresários ou fornecedores ativos, possuem prioridade. Grupos vulneráveis recebem tratamento preferencial, enquanto credores comuns ficam no final da fila e recebem os pagamentos de forma igualitária após os grupos prioritários.
Em caso de empate nos critérios, a dívida mais antiga prevalece. A ordem exata da fila é definida pela Justiça e pela administradora judicial, com base no plano homologado. O objetivo é garantir a previsibilidade e a continuidade das atividades esportivas do clube.
Após a homologação, o processo avançará para a consolidação da lista definitiva de credores, o rateio dos valores depositados em contas judiciais e a necessidade dos credores informarem seus dados bancários para receberem os pagamentos. O Corinthians poderá continuar contratando jogadores e realizando operações normais, desde que mantenha o compromisso legal de não contrair novas dívidas cíveis sem controle judicial.
A decisão representa um avanço significativo na organização das finanças do clube, que enfrenta um passivo total superior a R$ 2,7 bilhões. O RCE traz previsibilidade e proteção para a continuidade das atividades esportivas, evitando o caos financeiro que ameaçava o clube.
O foco agora é no cumprimento rigoroso do plano e na geração de receitas para honrar os compromissos, com a torcida corintiana acompanhando de perto o processo.
