Copom mantém Selic em 15% pela 3ª vez! Comitê mantém taxa básica estável, refletindo expectativas de cortes futuros. Análise de economistas aponta para mudança no tom do comunicado
O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou nesta terça-feira, 4, sua reunião regular, mantendo a taxa básica de juros (Selic) estável em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva. A decisão reflete a expectativa de economistas, conforme apurado pela EXAME, de que o comitê sinalizará o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, destaca que o Copom de novembro provavelmente não trará surpresas, com a Selic mantida em 15%. No entanto, espera-se uma mudança no tom do comunicado, considerando o cenário econômico mais favorável ao Banco Central.
A evolução positiva da inflação, além das revisões nas expectativas de inflação, incluindo os prazos mais longos, influenciam essa perspectiva.
O Boletim Focus apresentou melhorias nas expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que agora se aproxima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. As projeções para 2026 e 2027 também diminuíram nos últimos boletins.
A economia demonstra sinais de desaceleração, evidenciado pelo Índice de Produção Bruta de Veículos Automotores (IBC-Br) de agosto, que indica uma queda no ritmo de crescimento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O mercado de trabalho e o mercado de crédito também apresentam sinais de arrefecimento. O Banco Daycoval prevê um comunicado firme, removendo a possibilidade de o Banco Central elevar as taxas de juros caso julgue necessário. Essa mudança permitiria a abertura para cortes no início do próximo ano.
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, acredita que, com a inflação encerrando o ano próximo ao teto da meta, o espaço para redução de juros está disponível. Ele sugere que o início dos cortes poderia ocorrer na reunião de dezembro.
Vale ressalta que o Banco Central poderia iniciar a queda de juros em dezembro, aproveitando uma janela de oportunidade antes do período eleitoral. A incerteza política pode influenciar a decisão do Banco Central.
A avaliação final é que o Banco Central pode ter um olhar cauteloso sobre 2027, devido ao ajuste fiscal e às incertezas eleitorais, o que pode limitar a magnitude das reduções nas taxas de juros.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!