Copom mantém Selic em 15% em decisão unânime. Banco Central adota postura cautela, com divergências no Copom e expectativa de ajuste.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A decisão foi unânime, marcando o quinto encontro consecutivo com a taxa em patamares elevados.
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Essa é a maior taxa desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano, período em que o então presidente do Brasil estava em sua primeira gestão.
A decisão do Copom alinhou-se com as expectativas do mercado financeiro. O Banco Central tem como objetivo levar a inflação para o centro da meta, que é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Essa flexibilidade permite que a taxa de juros atinja até 4,5% sem descumprir a meta.
Com a saída de dois diretores que haviam sido indicados pelo governo anterior, o Copom passou a ser composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e oito diretores indicados pelo governo Lula. Essa mudança representa uma nova fase na política monetária do país, com o governo petista buscando ajustar a política monetária para o cenário econômico atual.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Lula têm expressado opiniões divergentes sobre a necessidade de cortes na taxa de juros. Haddad argumenta que a taxa de juros reais, corrigida pela inflação, deve ficar abaixo de 10% ao ano, enquanto Galípolo e os demais diretores do Copom mantêm a postura de cautela, defendendo a manutenção da taxa em 15% ao ano.
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