Copom mantém juros em 15% e aposta em inflação abaixo meta. Comitê avalia cenário externo e projeções de inflação para 2025 e 2026.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reafirmou, em sua ata da reunião de novembro, que a taxa de juros em 15% é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta, desde que mantida por um período “bastante prolongado”.
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A avaliação representa uma mudança em relação a reuniões anteriores, onde o comitê avaliava se essa manutenção seria suficiente. A ata ressalta a importância da cautela na condução da política monetária, considerando a elevada incerteza no cenário externo.
O Copom enfatizou que a decisão de manter a Selic em 15% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Essa postura visa, além de assegurar a estabilidade de preços, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
A avaliação se baseia em projeções de inflação acumulada em 12 meses para 2025 (4,6%), 2026 (3,6%) e o segundo trimestre de 2027 (3,3%), todas acima do centro da meta de 3,0%.
As projeções de inflação consideram uma desaceleração dos preços livres, de 4,5% este ano para 3,2% no horizonte relevante, e uma passagem dos preços administrados de 5,0% para 3,5% nesse mesmo período. Essas estimativas são parte do cenário de referência, que inclui uma trajetória de juros extraída de um relatório e uma bandeira amarela de energia elétrica prevista para dezembro de 2025 e 2026.
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A taxa de câmbio é estimada em R$ 5,40, evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC).
O Copom detalhou que incorporou uma estimativa preliminar do impacto da isenção do Imposto sobre a Renda (IR) no cenário de referência. A avaliação dessa estimativa é considerada incerta e dependerá de dados futuros. A postura conservadora do comitê é reforçada por exemplos recentes de medidas fiscais e creditícias que não provocaram divergências relevantes em relação às expectativas.
A incerteza no cenário externo, incluindo negociações comerciais entre Brasil e EUA e a condução da política monetária do Federal Reserve (Fed) em ambiente de government shutdown, também influenciam a decisão do Copom. Os riscos de longo prazo, como a política comercial norte-americana e a elevação de gastos fiscais em diversos países, também são considerados.
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