Copom mantém juros altos e incertezas sobre corte da Selic em 2026

Copom mantém juros altos e incertezas sobre corte da Selic. Comitê do Banco Central não sinaliza data para redução da taxa de juros em decisão de maio.

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(Imagem de reprodução da internet).

Copom Mantém Juros Altos e Dúvidas Sobre Corte da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em sua decisão de 5 de maio, reiterou uma postura firme, sem fornecer sinais sobre quando o início de um ciclo de cortes na taxa Selic poderá ocorrer. Segundo análises de especialistas da EXAME, o mercado esperava alguma indicação de ajuste no texto, que indicasse uma redução da taxa de juros na primeira reunião de 2026, em janeiro.

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A decisão do Copom, no entanto, manteve o tom conservador, gerando incertezas sobre o momento do início dos cortes.

Apesar de reconhecer a melhora da inflação, o comunicado do Copom apontou que as expectativas de inflação ainda estão acima da meta estabelecida. A principal preocupação reside na necessidade de garantir a estabilidade de preços, o que exige a manutenção de juros elevados por um período prolongado.

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O “principal desafio” identificado é a situação fiscal, com a segurança para um ciclo de redução da Selic dependendo de um quadro mais sólido nas contas públicas.

O governo brasileiro enfrenta o desafio de aprovar medidas no Congresso que visem cobrir um rombo de R$ 46 bilhões nas contas públicas em 2025 e 2026. Parte das iniciativas já foi aprovada na Câmara dos Deputados, e o restante deve avançar no Senado na próxima semana.

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A aprovação dessas medidas é crucial para aumentar a confiança do mercado e, consequentemente, para que o Copom considere a possibilidade de reduzir a Selic.

Economistas preveem que o início dos cortes na Selic poderá ocorrer a partir de janeiro de 2026, mas alertam que a situação fiscal e as eleições do próximo ano representam riscos para a tomada de decisão do Copom. A incerteza em relação ao cenário político e econômico dificulta a definição de um cronograma claro para o início do ciclo de afrouxamento monetário.

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