Copom e Fomc sob o foco! Juros devem ser mantidos enquanto o mercado analisa cenário global e impacto de Trump. Brasil se destaca em meio à incerteza.
Esta semana, o mercado financeiro aguarda com atenção as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil e da reunião do Federal Reserve (Fomc) nos Estados Unidos. A expectativa predominante é de manutenção dos juros, tanto no Brasil quanto nos EUA, apesar das incertezas em ambos os cenários. O foco principal reside nas comunicações e nos sinais que os bancos centrais irão transmitir.
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No Brasil, a situação é marcada por alguns sinais positivos em relação à inflação, com o IPCA fechando o ano passado em 4,26%, abaixo do teto da meta. O relatório Focus tem mostrado projeções de queda para este ano, com a expectativa de 4% para 2024. No entanto, a atividade econômica e o mercado de trabalho continuam sendo fatores de preocupação, com a manutenção de juros elevados podendo limitar o crescimento do PIB e reduzir a oferta de empregos.
Programas de transferência de renda e a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda também podem influenciar a demanda, mas a economia brasileira apresentou um crescimento acima do esperado no ano passado, com o desemprego em níveis recordes baixos. Apesar disso, a composição do IPCA, com destaque para o setor de serviços, ainda gera incertezas quanto ao controle da inflação.
Nos Estados Unidos, as políticas do ex-presidente Trump geraram incertezas sobre a atividade econômica, a inflação e a geração de empregos. O Federal Reserve, com seu duplo mandato de controlar a inflação e preservar o mercado de trabalho, enfrenta um desafio complexo. A alta de preços, impulsionada em parte pela expansão da Inteligência Artificial e investimentos no setor, tem sido compensada por oscilações no mercado de trabalho.
A expectativa é de manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75% pelo menos nesta reunião, com um ciclo de cortes já iniciado no ano passado. A incerteza em torno da influência do novo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e suas intenções de reduzir os juros para 1% ainda este ano, pode afetar a credibilidade do banco central e da economia americana.
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As instabilidades provocadas por Trump têm impactado o fluxo de investimentos no mundo, favorecendo mercados emergentes, como o Brasil, que tem apresentado recordes sucessivos e um dólar abaixo do esperado. O mercado aguarda agora as decisões e os recados do Copom e do Fomc, para avaliar o futuro do cenário econômico global.
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