Copom e Fomc se reúnem: Mercado aposta em manutenção de juros no Brasil e EUA. Análises apontam 81% de chance de juros em 15% no Brasil.
A sessão de terça-feira, 27 de janeiro, marca o início das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil e do Federal Open Market Committee (Fomc) dos Estados Unidos. O mercado já demonstra uma expectativa consolidada sobre os resultados dessas decisões.
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Análises apontam que, com base nas opções de política monetária negociadas na B3 na segunda-feira (26), havia uma probabilidade de 81% de manutenção das taxas de juros em 15% ao ano. A segunda maior expectativa era de um corte de 0,25 ponto percentual, com 16,50% de chance.
Observa-se uma mudança significativa nas expectativas, considerando que há uma semana, em 20 de janeiro, a probabilidade de corte de juros era de apenas 11,50%. Essa projeção aumentou em sete pontos percentuais nesse período.
Nos Estados Unidos, a perspectiva para as taxas de juros também é de manutenção. A ferramenta FedWatch da Bolsa de Chicago indica que há 97,2% de probabilidade de que as taxas referenciais americanas permaneçam na faixa entre 3,50% e 3,75%.
Essa probabilidade era de 82,3% um mês atrás, refletindo uma maior certeza sobre a manutenção das taxas.
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A atenção dos investidores se volta para as decisões dos bancos centrais nas reuniões de março. Há projeções de cortes de juros ao longo do ano, mas o debate no mercado se concentra na amplitude e na velocidade desses cortes.
Os investidores acompanharão de perto os indicadores econômicos divulgados nas próximas semanas. A expectativa é de que os índices de inflação e de atividade econômica influenciem as decisões dos bancos centrais.
Nesta terça-feira, será publicado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) referente a janeiro. A mediana das expectativas dos investidores é de uma desaceleração para 0,22% ante os 0,25% de dezembro.
A inflação esperada para o período de 12 meses deve subir de 4,41% em dezembro para 4,52% em janeiro, acima do teto da meta de inflação.
A Confiança do Consumidor, medida pela FGV (Janeiro) apresentou 87,3, com um valor esperado de ND e um valor anterior de 89,1.
A Confiança do Consumidor, medida pela CB (Janeiro) apresentou um valor esperado de 90,6 e um valor anterior de 89,1.
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