Copom deve cortar Selic? Inflação de janeiro e perspectivas chocam o mercado!

Selic sob pressão? Inflação desacelera, mas BC mantém taxa em 15%! 🚀 Acompanhe a análise do IPCA e as chances de corte na Selic. O que esperar do Banco Central?

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Análise da Inflação e Perspectivas para a Selic em Fevereiro

A semana de 10 de fevereiro começa com a expectativa da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do mercado aponta para uma variação de 0,32% na inflação de janeiro, ligeiramente abaixo dos 0,33% registrados em dezembro.

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Essa desaceleração, em parte, é impulsionada pela queda nos preços das passagens aéreas.

No entanto, a projeção para a inflação acumulada em 12 meses eleva-se para 4,43%, em comparação com os 4,26% observados até dezembro. A pressão inflacionária ainda é mantida pelos preços dos bens industriais, especialmente o etanol e a gasolina, e pela elevação de impostos sobre combustíveis.

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Contudo, a redução nos preços da energia elétrica, decorrente da mudança da bandeira amarela para verde, deve atenuar essa pressão.

Itens de maior sensibilidade à atividade econômica, que demandam mais mão de obra, devem apresentar um desempenho mais elevado. Isso significa que os serviços subjacentes – o núcleo da inflação de serviços – continuam sendo um desafio para o Banco Central (BC).

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Acompanhar de perto essa dinâmica é crucial para as decisões futuras.

A inflação de janeiro terá um papel fundamental na definição das expectativas para a taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa referencial em 15% ao ano, o maior patamar desde junho de 2006, devido ao aumento dos preços dos serviços e ao mercado de trabalho aquecido.

Apesar disso, o Copom sinalizou que deverá iniciar o corte das taxas a partir da próxima reunião em março.

As opções de corte negociadas na B3 indicam uma expectativa de 69% para uma redução de 0,50 ponto percentual e 20% para uma baixa de 0,25 ponto percentual. A probabilidade de um corte mais agressivo (0,50%) depende do arrefecimento da inflação de serviços e de seus núcleos, com uma desaceleração da inflação acumulada em 12 meses e uma retração na base mensal.

Dados Relevantes

IPCA (Jan): Esperado: 0,32% / Anterior: 0,33%

IPCA (12m): Esperado: 4,43% / Anterior: 4,26%

Vendas no Varejo (Dez): Esperado: 0,4% / Anterior: 0,6%

Núcleo das Vendas no Varejo (Dez): Esperado: 0,3% / Anterior: 0,5%

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