COP30 em Belém: Acordo tênue na cúpula climática da ONU não atende demandas, com foco no financiamento de países ricos e críticas à postura dos EUA.
A cúpula da ONU sobre mudança climática, realizada em Belém, Brasil, durante a COP30, resultou em um acordo tênue que não atendeu às demandas de muitos países, exceto uma: a promessa de que os países ricos triplicassem seus gastos para auxiliar na adaptação de outros países aos efeitos do aquecimento global.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A cúpula, que reuniu representantes de diversas nações, enfrentou desafios significativos na busca por soluções eficazes para a crise climática.
Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade de unidade global nas negociações sobre o clima, com a ênfase na responsabilidade dos países mais poluidores, historicamente, em liderar os esforços para resolver o problema. No entanto, a busca por um acordo final resultou no abandono de ambições mais robustas, incluindo metas de emissões mais rigorosas e a eliminação de combustíveis fósseis.
A ausência de compromissos concretos gerou críticas e frustrações entre os participantes.
A cúpula enfrentou obstáculos como a falta de participação dos Estados Unidos nas negociações, o que encorajou países com interesses em combustíveis fósseis. A preocupação com o poder de vetos limitados, que permitiam que alguns países bloqueassem acordos coletivos, também foi um ponto de debate.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A promessa de um “mapa do caminho” para avançar na promessa da COP28 de abandonar os combustíveis fósseis não foi concretizada.
A China desempenhou um papel de liderança na cúpula, mesmo com a ausência do presidente Xi Jinping nas negociações. A China ofereceu tecnologia de energia limpa, representada por executivos de empresas chinesas de energia solar, baterias e veículos elétricos.
A África do Sul também apresentou uma agenda ligada ao clima para sua cúpula do G20.
O Brasil anunciou cerca de US$9,5 bilhões em financiamento florestal, incluindo recursos para o principal fundo de florestas tropicais do Brasil e uma iniciativa para o Congo. A cúpula ocorreu em uma cidade da floresta amazônica, destacando a importância das florestas remanescentes para combater as mudanças climáticas e o papel dos povos indígenas como guardiões das terras naturais.
Apesar disso, os negociadores abandonaram os esforços para um roteiro para cumprir a promessa de desmatamento zero em 2030 e não reconheceram a proteção de suas terras.
A cúpula também enfrentou desafios na luta contra a desinformação e a negação da ciência climática, especialmente com a postura do governo dos Estados Unidos. A cúpula contribuiu para minar o consenso global em torno da ciência climática, ao deixar de reconhecer o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU como a “melhor ciência disponível”.
A cúpula climática COP30 em Belém, apesar de seus esforços, deixou semelhanças com as cúpulas anteriores, com resultados que não atendem às expectativas de uma ação climática urgente e abrangente.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!