Contestou o IPTU e teve a cobrança negada em 2026? Não desista!
Reúna a documentação e siga o passo a passo para reverter a negativa.
Especialista Jamille Novaes explica como garantir seus direitos
Se você é um contribuinte brasileiro que acredita ter direito à isenção do Imposto sobre a Propriedade de Imóveis (IPTU) – seja por ser aposentado, pensionista ou por ter uma doença grave – e teve o pedido de isenção negado, não se preocupe.
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Existe um caminho legal para contestar a cobrança e, em muitos casos, conseguir o reembolso do valor pago. A situação é comum no Brasil, com diferentes prefeituras aplicando critérios distintos para a concessão do benefício. Entenda como proceder para garantir seus direitos.
As leis municipais variam, mas as razões mais frequentes para a negativa de isenção em 2026 são: Renda superior ao limite municipal, muitas vezes fixado em 2 salários mínimos (considerando o reajuste para R$ 1.621), e a falta de atualização do Cadastro Único (CadÚnico) para famílias de baixa renda, que pode levar ao bloqueio automático da isenção.
Além disso, a prefeitura pode avaliar o valor venal do imóvel acima do limite permitido para o benefício.
O contribuinte tem o direito constitucional de contestar tributos indevidos. Para iniciar o processo, você deve protocolar um “Pedido de Revisão de Lançamento” na Secretaria da Fazenda do seu município. O prazo médio para isso é de 30 dias após o vencimento da primeira parcela do IPTU. É fundamental reunir a documentação necessária, como laudos médicos (se a isenção for por doença), extrato de rendimentos do INSS e a certidão de propriedade única do imóvel.
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Algumas capitais brasileiras já permitem o acompanhamento online do recurso, evitando filas em prefeituras. Em 2026, a utilização do PIX para a devolução de créditos tributários se tornou comum, agilizando o processo. Assim que o seu recurso é aceito, o valor é estornado para a chave CPF vinculada ao contribuinte em poucos dias, sem a necessidade de esperar anos em filas de precatórios.
Se você se enquadra em grupos como aqueles com renda limitada, beneficiários do BPC (LOAS), pessoas com doenças graves (Câncer, Alzheimer, Esclerose Múltipla, entre outras) ou entidades de assistência social e templos religiosos, suas chances de reverter a negativa são altas.
Uma dica importante: não deixe o prazo vencer. Iniciar o recurso logo após o lançamento do imposto aumenta as chances de sucesso.
Jamille Novaes, especialista em economia popular e políticas sociais, com nível superior em Letras pela UESB, oferece uma análise aprofundada sobre temas complexos como Bolsa Família, INSS, FGTS e Imposto de Renda. Com vasta experiência na cobertura de direitos do cidadão, ela desmistifica temas complexos, transformando atualizações governamentais e dados técnicos em guias práticos e acessíveis.
Jamille combina sua formação em UX Writing e Data Jornalismo para garantir que a informação chegue ao leitor de forma clara, precisa e verificada.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
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