Reajustes nas Contas de Luz Preveem Aumento Significativo em 2026
Segundo projeções da consultoria Thymos Energia, as contas de luz devem sofrer reajustes médios que quase dobram os índices de inflação em 2026. Em algumas distribuidoras, o aumento pode chegar a triplicar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), previsto para este ano.
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A Thymos destaca três fatores principais para essa escalada: o aumento dos custos de geração de energia, o alto volume de perdas devido a furtos e a taxa da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que financia subsídios no setor e tem aumentado consistentemente.
Distribuidoras com os Maiores Aumentos
As distribuidoras com os maiores reajustes estimados são a Neoenergia Pernambuco (13,12%), a CPFL Paulista (12,50%) e a Enel Ceará (10,66%). Esses números refletem a complexidade do cenário energético nacional e a pressão sobre as empresas de distribuição.
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Distribuidoras com os Menores Aumentos
Em contrapartida, algumas distribuidoras devem apresentar reajustes mais modestos. A Neoenergia Brasília (-3,73%), a Amazonas Energia (-1,72%) e a Equatorial Piauí (-0,83%) são exemplos de empresas que, segundo a Thymos, devem ter contas de luz relativamente mais estáveis em 2026.
Desafios Operacionais e Interrupções na Geração
Além da pressão tarifária, a consultoria aponta desafios operacionais crescentes no sistema elétrico. Um problema recorrente é o “curtailment”, que se refere à redução ou interrupção forçada na geração de energia devido ao excesso de oferta ou à falta de linhas de transmissão.
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A Thymos alerta que os cortes de energia renovável, especialmente eólica e solar, atingiram níveis recordes, com médias de 24,3% na fonte solar e 18,7% na eólica.
Impacto no Investimento e Necessidade de Soluções
O consultor Filipe Soares da Thymos enfatiza que o “curtailment” não pode mais ser visto como um evento isolado. Ele ressalta que se tornou um fator central para a previsibilidade do setor. A Thymos defende a necessidade de acelerar soluções como o armazenamento de energia e mecanismos econômicos adequados para mitigar os impactos do “curtailment” e garantir a sustentabilidade econômica do setor.
