Construct IN revoluciona obras: como dados de drones e laser mudam o setor?

Construct IN revoluciona obras! Veja como drones e laser transformam canteiros em dados auditáveis. Saiba mais sobre o futuro da construção em 2026!

19/04/2026 07:18

4 min

Construct IN revoluciona obras: como dados de drones e laser mudam o setor?
(Imagem de reprodução da internet).

Construct IN: Transformando Canteiros de Obras em Dados Verificáveis

O setor de construção civil frequentemente enfrenta desafios como atrasos em obras e estouro de custos, e grande parte do acompanhamento ainda depende de relatos subjetivos de quem esteve no local. É nesse cenário que a Construct IN, uma startup de tecnologia nascida no Rio Grande do Sul em 2019, surgiu para oferecer uma solução inovadora.

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A empresa desenvolveu uma plataforma avançada que utiliza câmeras, drones e tecnologia a laser para criar modelos tridimensionais de ambientes. Isso permite documentar obras em tempo real, transformando o que ocorre no canteiro em dados concretos e auditáveis.

Escalando a Operação e Definindo Metas Ambiciosas

Atualmente, a plataforma atende 2.500 obras ativas e conta com quase 250 clientes. O acervo de dados da Construct IN já ultrapassa os 8 milhões de imagens, demonstrando a robustez de sua base de informações.

Olhando para 2026, a empresa estabeleceu metas significativas: faturar mais de 20 milhões de reais neste ano e mirar em R$ 100 milhões até 2030. Esse plano de crescimento se apoia em expansão comercial, melhoria contínua da plataforma e um foco crescente em visão computacional.

A Revolução da Captura de Dados em Obras

“A obra sempre foi um ambiente onde muita coisa acontece fora do radar. Quando você cria um histórico visual confiável, a discussão deixa de ser subjetiva e passa a ser baseada em evidência”, afirma Tales Silva, CEO da Construct IN.

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O próximo grande passo é automatizar o monitoramento das construções usando esse vasto banco de imagens. A meta é que a plataforma consiga identificar, sozinha, o progresso de cada fase — como o assentamento do piso ou a conclusão da parte elétrica — sem depender do relato manual do engenheiro.

Trajetória e Expertise de Tales Silva

Tales Silva, engenheiro civil formado pela PUC do Rio Grande do Sul, construiu sua experiência em diferentes frentes. Antes de fundar a Construct IN, trabalhou com projetos e pré-fabricados de concreto em Nova Santa Rita, no interior gaúcho.

Em 2018, ele mudou-se para São Francisco, Califórnia, para entender o mercado de tecnologia para construção civil nos Estados Unidos. Foi lá que teve contato com o conceito de *reality capture*, que é o registro físico de uma obra por meio de imagens, transformando esse registro em informação estruturada.

Modelo de Negócios e Investimento em IA

Ao retornar ao Brasil, Silva percebeu o potencial da tecnologia na área e fundou a Construct IN em 2019 com um sistema que conectava automaticamente uma câmera 360°, permitindo o registro automatizado do que era visto no local.

O modelo de receita é híbrido: cerca de 75% a 80% provém do software, vendido como SaaS (Software como Serviço), cobrado via mensalidade. Os restantes 20% a 25% vêm da locação de equipamentos e serviços especializados.

Aposta na Visão Computacional

O aspecto mais ambicioso do plano da Construct IN reside na inteligência artificial, especificamente na visão computacional. A empresa treina modelos para que estes reconheçam elementos específicos em imagens de obras, como pisos, rebocos, tomadas e instalações elétricas.

Para isso, há uma equipe dedicada ao treinamento do banco de imagens, incluindo um pesquisador baseado na Alemanha. O objetivo final é que a plataforma mensure o avanço da obra automaticamente, apenas com as imagens capturadas. Esse avanço é crucial para justificar a meta de R$ 100 milhões até 2030.

Digitalização como Pilar do Futuro da Construção

Silva ressalta que a construção civil está passando por uma digitalização lenta, mas irreversível. Ele acredita que quem conseguir transformar o que acontece no canteiro em informação estruturada ocupará um papel central neste mercado.

Até o momento, o crescimento da empresa foi mantido com capital próprio, reinvestindo lucros em desenvolvimento e vendas. A visão computacional é vista como o motor principal para escalar sem depender de novos aportes de capital externo.

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