Construção Civil: Descompasso Regional de Preços Impacta o Brasil em 2025

Custo da construção civil: Descompasso regional em 2025! Sul e Nordeste lideram alta no cimento e fio de cobre. Veja a pesquisa do Ecossistema Sienge e CBIC.

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(Imagem de reprodução da internet).

Custos da Construção Apresentam Descompasso Regional em 2025

O ano de 2025 encerrou com uma dinâmica de preços na construção civil marcada por desigualdades regionais, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços do cimento e do fio de cobre, conforme revelado por uma pesquisa do Ecossistema Sienge, com metodologia da Cica Rev Consultoria e apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

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Embora a inflação não tenha se estendido a todos os materiais utilizados em obras, as regiões Sul e Nordeste se destacaram pelo aumento mais acentuado nos preços, com o cimento registrando um salto de até +11,9% e o fio de cobre, um crescimento de quase +20%.

As regiões Norte e Centro-Oeste, por outro lado, apresentaram deflação ou estabilidade na maioria dos insumos.

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A região Sul liderou o avanço nos custos, onde o fio de cobre teve a maior alta do país, atingindo 19,5%, enquanto o cimento subiu 8,4% no acumulado do ano. Materiais como ferro, tinta e argamassa permaneceram estáveis ou em queda, mas o peso desses dois principais insumos elevou os custos das obras.

“Observamos um descolamento preocupante entre a taxa de câmbio e insumos dolarizados, como o cobre, que subiu mesmo com a queda do dólar. Além disso, produtos comoditizados, como o cimento, apresentaram variações regionais muito disformes”, afirmou José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC.

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No Nordeste, o cimento foi o principal responsável pela inflação nos custos da construção, com alta acumulada de 11,9%. O fio de cobre também subiu, mas em menor escala do que no Sul. Argamassa e tinta apresentaram queda, aliviando parte da pressão inflacionária.

A região Sudeste registrou aumentos mais moderados no cimento e no fio cobre, ao mesmo tempo em que viu deflação em ferro, tinta e argamassa. Esse movimento ajudou a equilibrar os custos das obras, refletindo um mercado mais estável em 2025.

No Norte e no Centro-Oeste, os insumos apresentaram comportamento oposto. O cimento caiu 4,46% no Norte, enquanto o fio de cobre teve queda expressiva de 8,77% no Centro-Oeste. O ferro também recuou em todas as regiões, com destaque para o Norte, onde a queda chegou a 18,59%.

No Centro-Oeste, a retração foi de 6,77%.

Segundo Gabriela Torres, gerente de Inteligência Estratégica do Ecossistema Sienge, as diferenças entre regiões mostram a importância de uma análise localizada dos custos. “Não houve pressão generalizada de preços em 2025, mas a variação regional foi significativa.

Um mesmo insumo pode ter comportamento muito distinto a depender da localização.”

O Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC) acompanha insumos que podem representar até 55% dos custos totais de materiais de obra. O modelo estatístico utiliza técnicas de inteligência artificial e classifica automaticamente os produtos em categorias homogêneas, o que aumenta a precisão dos resultados.

Os dados têm intervalo de confiança de 95%.

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