O consórcio MEZ-RZK Novo Centro, responsável pela vitória no leilão da PPP para a nova sede do governo de São Paulo, está explorando diversas opções de financiamento. A informação foi revelada por Felipe Mahana, diretor da M4 Infraestrutura, uma das empresas que compõem o grupo.
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Mahana destacou que a equipe está considerando alternativas mais sofisticadas, incluindo o apoio do BNDES e até mesmo a colaboração de bancos internacionais especializados em fomento.
Segundo Mahana, o projeto possui um potencial de financiamento robusto, mesmo com as diferentes modalidades que estão sendo avaliadas. O consórcio está analisando cuidadosamente as possibilidades para garantir a viabilidade do empreendimento, que envolve um investimento total de R$ 6 bilhões, com contribuições de R$ 3,4 bilhões do governo estadual e R$ 2,7 bilhões provenientes do setor privado.
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Desafios na Desapropriação
Mahana ressaltou que, embora a execução física da obra não seja o principal obstáculo, a desapropriação de imóveis representa um desafio significativo. O complexo administrativo, com uma área construída de aproximadamente 420 mil metros quadrados, exigirá a realocação de mais de 600 famílias na região dos Campos Elíseos, conforme dados da associação de moradores local.
O governo reservou um orçamento entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões para compensar os afetados.
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“Brincamos que até começar a obra é a menor dificuldade”, afirmou Mahana, enfatizando a complexidade das fases pré-obra, que incluem a definição de áreas de reassentamento e o cumprimento de exigências legais.
Cronograma e Etapas da Obra
O consórcio estima um período de 24 meses entre a elaboração dos projetos executivos e o processo de licenciamento, etapa crucial para a liberação das obras. A previsão inicial indica que as primeiras intervenções, como o novo terminal de ônibus e o prédio dos Correios, devem iniciar em 2027, com um prazo de entrega de até um ano e meio.
A construção do centro administrativo, que reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos, está prevista para começar após dois anos de contrato, ou seja, em 2028.
A equipe projetar aproximadamente três anos de obras para o complexo como um todo, contados a partir do início efetivo da fase de construção. A estimativa é que o projeto seja entregue em 2031.
Estratégias de Desenvolvimento
Mahana também mencionou a intenção de criar um “mix de renda” e de varejo no novo complexo, que não se limitará ao comércio e restaurantes, mas também incluirá espaços para educação e saúde, considerando a presença de 22 mil servidores fixos, além da população flutuante e de novos moradores da região central.
A equipe também está explorando a possibilidade de eventos e atrações culturais, incluindo a construção de um teatro e espaços para auditórios e espetáculos.
