Porto Príncipe – Crise no Haiti: EUA pressionam fim do CPT! Governo de Alix Didier Fils-Aimé sob risco de intervenção. Saiba mais.
Porto Príncipe, Haiti – O Conselho Presidencial de Transição (CPT) encerrou formalmente seu mandato no sábado, 7 de fevereiro de 2026, após dois anos liderando o país em um período de intensa instabilidade. A decisão veio após pressões significativas dos Estados Unidos, que ameaçaram uma intervenção militar caso o governo do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé não permanecesse no poder.
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A cerimônia de encerramento, realizada na capital, foi marcada por declarações sobre a importância da continuidade do governo atual, com foco em segurança, diálogo político, eleições e estabilidade.
A situação política no Haiti tem sido complexa desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em julho de 2021. O CPT assumiu o poder em abril de 2024, após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, que governava desde o assassinato. A principal preocupação dos Estados Unidos era garantir a continuidade do governo, que considerava essencial para evitar um vácuo de poder e a possível desestabilização da região.
A presença de três navios de guerra americanos na Baía de Porto Príncipe, como parte da Operação Lança do Sul, intensificou a pressão sobre o CPT.
Durante o período de transição, houve debates sobre a possibilidade de nomear um presidente para liderar o Executivo haitiano, ao lado do primeiro-ministro Fils-Aimé. No entanto, não houve consenso sobre um nome para essa posição. A embaixada dos EUA expressou preocupação com qualquer tentativa do CPT de alterar a composição do governo, considerando-a uma ameaça à estabilidade da região.
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Desde o assassinato de Moïse, o governo haitiano tem buscado estabelecer uma segurança mínima para permitir a realização de eleições. Isso incluiu acordos com uma missão internacional de policiais liderada pelo Quênia e a aprovação, em 2025, da Força Multinacional de Repressão a Gangues pela ONU.
Além disso, o governo recorreu a mercenários estrangeiros para combater as gangues armadas que controlam grande parte do território haitiano.
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