Conselho Europeu formaliza acordo de livre comércio com Mercosul após 26 anos

Conselho Europeu formaliza acordo de livre comércio com Mercosul após 26 anos de negociações. Acordo flexível com mecanismos de proteção e salvaguardas.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Conselho Europeu formalizou, na sexta-feira (9), a aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul. Essa decisão representa um marco importante nas relações comerciais entre os dois blocos econômicos, após 26 anos de negociações. O tratado foi moldado para se adaptar às mudanças significativas no cenário internacional.

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Adaptação ao Cenário Global

O economista Roberto Uebel, especialista em Relações Internacionais da ESPM, ressaltou que o acordo evoluiu ao longo das décadas. Ele mencionou a ausência de eventos como o governo de Donald Trump, tarifas comerciais dos Estados Unidos e a guerra na Ucrânia, que impactaram o processo de negociação.

Mecanismos de Proteção

Uebel destacou a inclusão de mecanismos de proteção e salvaguardas no acordo. Esses mecanismos visam proteger setores estratégicos, particularmente o agronegócio europeu. Ele observou que, apesar dos recentes protestos de agricultores em países como França, Romênia, Polônia e Áustria, esses mecanismos podem se tornar uma vantagem competitiva para o agronegócio europeu em relação ao Mercosul e outros países.

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Flexibilidade e Ajustes

O especialista também enfatizou a possibilidade de fiscalização e adequação do acordo, permitindo que as partes implementem mecanismos de correção de rumos caso um setor específico se torne mais competitivo. Isso garante a flexibilidade necessária para lidar com mudanças no cenário econômico global.

Impacto Econômico Potencial

O acordo deve trazer benefícios econômicos significativos para ambos os blocos. Segundo Roberto Uebel, o setor agrícola brasileiro poderá registrar um acréscimo de aproximadamente US$ 11 bilhões nos próximos anos, impactando positivamente o Produto Interno Bruto do Brasil e dos demais países do Mercosul.

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Ele classificou o acordo como vantajoso para ambas as partes, considerando os impactos no médio e longo prazo, apesar das resistências iniciais de alguns setores, principalmente o agropecuário europeu.

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