Conselho Europeu analisa acordo Mercosul; Itália e França se opõem. Assinatura do novo acordo pode acontecer com apoio de Alemanha e Espanha.
O Conselho Europeu realizará uma análise crucial nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, em Bruxelas (Bélgica). O foco principal será a possível assinatura de um novo acordo. A expectativa é que a maioria dos 27 estados membros do bloco europeu possa fornecer o apoio necessário para a formalização.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Após a análise do Conselho, o documento será encaminhado para aprovação no Parlamento Europeu. Se o aval for positivo, o presidente da Comissão Europeia deverá viajar ao Paraguai na segunda-feira, 12 de janeiro, para assinar o acordo em conjunto com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
O Paraguai ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano neste período.
O Poder360 oferece formulários de cadastro e alertas gratuitos. O uso de nossos serviços está sujeito aos termos de concordância com a LGPD.
Na quinta-feira, 8 de janeiro, o presidente do Renascimento (partido centro), anunciou que o acordo traria benefícios “limitados para o crescimento francês e europeu”, e que não justificavam a exposição de setores agrícolas importantes para a França.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Irlanda expressou descontentamento com as medidas adicionais propostas pela União Europeia, afirmando que “não são suficientes para satisfazer” seus cidadãos. Além da Irlanda, Hungria e Polônia também se posicionaram contra o acordo.
Apesar da oposição, não se espera que a posição divergente seja suficiente para impedir o avanço do acordo. A Itália, que sinalizou apoio na semana anterior após ter demonstrado hesitação na assinatura em dezembro de 2025, deve votar a favor, o que impõe uma nova dinâmica às negociações.
O governo italiano está trabalhando para modificar o mecanismo de proteção estabelecido no acordo, buscando atender às preocupações de diversos países. Para que o acordo seja aprovado, a Comissão Europeia precisa do apoio de pelo menos 15 dos 27 países integrantes, representando pelo menos 65% da população da União Europeia.
A iniciativa conta com o apoio de potências como Alemanha e Espanha. A Itália, com sua população de 59 milhões de habitantes, é considerada um ator fundamental na votação final.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!