Conselho Deliberativo decide voto de 16/01 para afastar Júlio Casares da presidência do São Paulo. Crise no Tricolor Paulista com risco de impeachment.
O Conselho Deliberativo do clube agendou uma reunião extraordinária para o dia 16 de janeiro. O encontro tem como potencial resultado o afastamento de Júlio Casares da presidência do clube. A informação foi oficializada por meio de edital publicado nesta quinta-feira (8).
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A votação será realizada de forma presencial e secreta, em um momento crítico da história recente do Tricolor Paulista.
Para que o impeachment seja aprovado, é necessário o voto favorável de 75% dos conselheiros aptos a participar da votação. No total, 191 conselheiros estão habilitados. A aprovação depende de um quórum elevado, o que aumenta a complexidade do processo.
A reunião será realizada de forma presencial para garantir sigilo, segurança e transparência. A votação terá duração máxima de duas horas após o início dos trabalhos. Os conselheiros terão acesso aos documentos relacionados ao pedido de destituição, tanto em formato digital quanto presencial.
Uma convocação anterior, marcada para o dia 14 de janeiro, foi cancelada. Apenas a reunião do dia 16 e as regras descritas no novo edital são consideradas válidas.
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O pedido de afastamento de Júlio Casares foi apresentado por conselheiros ligados à oposição, em meio a um escândalo envolvendo a venda ilegal de um camarote no Morumbis. O grupo conhecido como Movimento Salve o Tricolor Paulista sustenta que é “praticamente impossível afastar a hipótese de ciência por parte do mandatário máximo do clube” sobre o esquema.
Para que a solicitação avançasse internamente, eram necessárias 52 assinaturas, número que foi alcançado. A crise se intensificou após a divulgação de um áudio que aponta a comercialização clandestina do camarote. O caso envolve Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente e atual diretora feminina, cultural e de eventos do clube.
Antes da convocação oficial da votação, o Conselho Consultivo, formado por ex-presidentes do São Paulo, se reuniu na última terça-feira (6), na capital paulista. Estiveram presentes nomes como Leco e Carlos Miguel Aidar, além do próprio Júlio Casares.
Após analisar o caso, o grupo concluiu que não há provas materiais que comprovem responsabilidade direta do presidente no esquema investigado e, por isso, se posicionou de forma desfavorável ao impeachment.
Apesar da recomendação, o Conselho Deliberativo decidiu manter a votação. O voto dos conselheiros será secreto, e a aprovação do impeachment depende de uma ampla maioria. Caso o quórum necessário não seja atingido, o pedido será arquivado.
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