O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 5, às 12h, para analisar a ação militar dos Estados Unidos em Venezuela. A solicitação da reunião foi feita pela Colômbia, que ocupa a posição de membro rotativo no Conselho, com o apoio da Rússia e da China.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A discussão visa determinar os próximos passos diante do cenário político e militar atual na Venezuela.
Preocupações Internacionais
O governo brasileiro terá representação na reunião extraordinária. Paralelamente, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) também se reuniu para debater a situação, com a participação dos ministros das relações exteriores dos 33 países da região.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, classificou a ação como um precedente perigoso, enfatizando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da organização.
Denúncia e Acusações
O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, apresentou uma denúncia formal ao Conselho de Segurança, alegando que os Estados Unidos violaram a Carta de Fundação da ONU. Moncada argumentou que os norte-americanos estão promovendo uma guerra colonial com o objetivo de destruir o governo eleito pelo povo venezuelano e realizar uma exploração dos recursos petrolíferos do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Situação de Maduro e Medidas de Segurança
Relatos indicam que os Estados Unidos bombardearam alvos em Caracas e arredores, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Maduro foi removido de Venezuela e atualmente se encontra detido no Metropolitan Detention Center, em Nova York, acusado de quatro crimes, incluindo narcotráfico e terrorismo, e aguardando julgamento por um tribunal de Nova York.
Reações e Ameaças
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua posição, sugerindo a reconstrução ou a mudança de regime na Venezuela. A declaração ocorreu após a ministra Delcy Rodríguez afirmar que o país está pronto para defender seus recursos naturais e que as Forças Armadas permanecerão comprometidas com as políticas de Maduro, exigindo seu retorno.
