Conselho de Segurança da ONU analisa operação dos EUA na Venezuela
Reunião na ONU examina ação norte-americana que resultou na captura de Maduro e sua esposa.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, às 12h (horário de Brasília), para examinar a legalidade da operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano (PSUV, esquerda).
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A solicitação de sessão foi apresentada pela Colômbia, governada por (Colômbia Humana, esquerda), com o apoio da Rússia e da China – países que mantêm posições divergentes em relação aos Estados Unidos.
O Secretário-Geral da ONU, , classificou a ação norte-americana como um “precedente perigoso”. A reunião visa determinar se a operação viola o direito internacional e a Carta da ONU, que exigem a aprovação do Conselho de Segurança para intervenções militares em outros países.
Expectativas e Manifestações
Há expectativa de que o Brasil solicite a palavra no Conselho de Segurança para apresentar sua posição sobre o assunto. O regimento permite que países não integrantes do Conselho expressem suas opiniões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já declarou que o ataque à Venezuela é “inaceitável” no sábado (3.jan), e o embaixador venezuelano na ONU, , enviou um comunicado ao Conselho de Segurança, afirmando que a operação representa uma agressão à soberania do país.
Moncada, embaixador venezuelano, argumenta que se trata de “uma guerra colonial” com o objetivo de destruir o governo republicano da Venezuela e impor um regime subordinado, focado na exploração de recursos naturais, incluindo reservas de petróleo.
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Ele alega que os Estados Unidos violaram a Carta da ONU.
A porta-voz de Guterres, declarou que o Secretário-Geral reforça a necessidade de respeito ao direito internacional, inclusive à Carta da ONU, e manifesta preocupação com o descumprimento dessas normas.
Ação dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou (PSUV, esquerda) e sua mulher. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan.2026).
A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Além da captura de Maduro, houve ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU.
Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA.
O Secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação.
Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA.
Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
Comando do País
No início da tarde de sábado (3.jan), Trump anunciou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
“Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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