Conselho de Ética Arquiva Ação Contra Lindbergh Farias Após Polêmica com STF

Conselho de Ética arquiva ação contra Lindbergh Farias! Decisão polêmica na Câmara dos Deputados nesta quarta (4). Saiba mais!

04/02/2026 15:35

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(Imagem de reprodução da internet).

Conselho de Ética Arquiva Ação Contra Lindbergh Farias

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (4) arquivar a representação do partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A decisão, por 9 votos a 3 e uma abstenção, veio após o relator, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), alterar seu voto inicial e recomendar o arquivamento da ação.

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Inicialmente, o relatório do relator indicava o prosseguimento do processo, ou seja, sua admissibilidade. No entanto, na última semana, Rodolfo apresentou uma alteração no voto, defendendo o arquivamento. A representação foi movida pelo Novo em março do ano passado, após Lindbergh solicitar a investigação do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

O Novo alegava que o petista teria tentado intimidar e censurar van Hattem, além de ameaçar sua imunidade parlamentar. A situação teve origem em críticas de van Hattem a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à Corte, que o petista descreveu como uma “organização mafiosa” após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornar réu no inquérito da trama golpista.

Fernando Rodolfo argumentou que manter o processo poderia criar um precedente que cerceasse o livre exercício do mandato parlamentar, com potencial para inibir a fiscalização e o debate político no Parlamento. Ele considerou que punir um parlamentar por provocar a atuação de órgãos de controle seria uma afronta à separação dos Poderes e ao Estado Democrático de Direito.

A decisão ainda pode ser contestada no plenário da Câmara, desde que haja o apoio de 52 parlamentares. Durante a reunião do Conselho de Ética, o presidente Fábio Schiochet (União-SC) mencionou esforços para evitar que o colegiado fosse acionado por questões que não se enquadram em quebra de decoro parlamentar.

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Ele ressaltou que o Conselho deve trabalhar o mínimo possível, sendo a única comissão da Casa que deve se dedicar a essa função, exceto em casos motivados e comprovados.

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