Congestionamento de 25km de caminhões com soja atinge Miritituba! Linha de grãos se estende por 25km no Pará. Crise na logística agrícola preocupa setor. Saiba mais!
Um longo congestionamento de caminhões carregados com soja está causando problemas no terminal portuário de Miritituba, no Pará. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), na segunda-feira (23), a fila de caminhões para descarregar nos terminais de grãos se estendia por cerca de 25 quilômetros.
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Essa situação ocorre devido ao período de colheita, que vai de fevereiro a abril, e que naturalmente eleva o volume de cargas, pressionando a logística de escoamento da produção agrícola.
A Abiove estima que o volume de soja a ser movimentado este ano seja de 180 milhões de toneladas. A entidade destaca que essa intensificação da produção tem colocado em evidência a necessidade de melhorias na infraestrutura de acesso ao porto, que é considerada estratégica para o transporte de grãos.
O diretor de economia da Abiove, Daniel Amaral, informou que os congestionamentos têm variado entre 25 e 30 quilômetros, com um pico de 40 quilômetros na última sexta-feira (20).
Amaral ressaltou que, enquanto a pavimentação definitiva dos acessos não for concluída, o setor continuará enfrentando limitações logísticas que impactam o escoamento da produção. A rota que liga Cuiabá a Santarém, passando por Miritituba, é fundamental tanto para o transporte de grãos quanto para a importação de combustíveis e fertilizantes.
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As obras de acesso ao porto estão atrasadas há aproximadamente um ano.
O diretor explicou que o acesso provisório, implantado em 2014, quando os primeiros terminais começaram a operar, é inadequado para o volume de tráfego atual. Esse acesso, que exporta de 12 a 15 milhões de toneladas de grãos, além da importação de combustíveis e fertilizantes, não possui a estrutura viária necessária para lidar com a demanda.
A situação é agravada pelo período de chuvas intensas, conhecido como inverno amazônico, que reduzem a produtividade e dificultam o tráfego, especialmente em trechos não pavimentados.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que mantém equipes mobilizadas para garantir a trafegabilidade nos trechos não pavimentados da BR-230 no Pará. O órgão reconhece os desafios impostos pelas chuvas e destaca que possui contratos de manutenção ativos, com intervenções emergenciais e recomposição da superfície da pista, além do uso de material pétreo para reforço da estrada.
O DNIT também informou que o Governo Federal está trabalhando na solução definitiva para esses trechos, atualmente em fase de elaboração dos projetos e obtenção do licenciamento ambiental. Os portos do Arco Norte, que incluem Santarém, Manaus, Salvador, Barcarena e São Luís, responderam por 30% das exportações do complexo soja do país no ano passado.
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