Em uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na última quinta-feira (26 de fevereiro de 2026), um incidente envolvendo os deputados Luiz Lima (PT-MG) e Rogério Correia (Novo-RJ) gerou grande repercussão.
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A confusão surgiu após a quebra de sigilos fiscais e bancários de um parlamentar conhecido como “Lulinha”, que está sendo investigado na CPMI.
Agressão e Repercussão Inicial
Rogério Correia admitiu ter atingido Luiz Lima com um soco no rosto. O deputado do Novo relatou ter sido agredido e expressou sua indignação com o ocorrido. A legenda do Partido Novo manifestou seu apoio a Luiz Lima e anunciou a abertura de um processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados para apurar as responsabilidades de Rogério Correia.
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Disputa Política e Votação em Bloco
A sessão da CPMI também foi marcada por uma disputa política sobre a forma de votação dos requerimentos. A estratégia de votação em bloco, defendida pela base governista, visava aprovar os pedidos em conjunto, em vez de individualmente. No entanto, a votação simbólica, que não exige a nominalização dos votos, resultou na derrota da base governista.
Declarações e Reações
O senador e presidente da CPMI (Podemos-MG), Antônio Viana, explicou que a derrota dos aliados do governo se deu devido à falta de votos suficientes para aprovar os requerimentos em bloco. Ele ressaltou que a base governista precisava de 15 parlamentares presentes para garantir a aprovação em bloco, mas apenas 21 estavam presentes na sessão.
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Controvérsia e Implicações Legais
O deputado (PT-RS), Paulo Costa, classificou o incidente como uma “ação ilegal” que atenta contra a democracia. Ele citou o artigo 14 do regimento do Senado, que estabelece que, em votações simbólicas, o que vale é a maioria física dos presentes, e não a maioria qualificada.
