Confinamento bovino bate recorde de lucro em 2025 com redução de custos e alta demanda por carne de boi. Margens recordes no Centro-Oeste e Sudeste.
O ano de 2025 se destacou como um período de alta rentabilidade para a produção intensiva de gado no Brasil, impulsionado por uma combinação de fatores que elevaram as margens de lucro no confinamento bovino. O crescimento nos custos de alimentação, aliado à solidez do mercado de carne de boi, resultou em ganhos significativos para os produtores.
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O desempenho positivo foi influenciado por uma série de elementos, incluindo a redução nos custos de alimentação e a firmeza do mercado de boi. O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) registrou preços da ração 12,01% abaixo dos níveis de 2024 no Centro-Oeste e 3,84% menores no Sudeste.
A abundância de milho e soja, juntamente com insumos alternativos como DDG de polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão, contribuíram para a redução dos custos.
No Centro-Oeste, o ICAP fechou dezembro em R$ 12,69, com alta de 1,28% frente a novembro. No Sudeste, o índice caiu para R$ 11,74, queda mensal de 4,40%, marcando o menor valor do ano. Apesar das diferenças regionais nos insumos, a margem média de lucro por animal foi similar nas duas regiões.
Com custos menores na entrada e preços da carne sustentados, o confinamento bovino alcançou as melhores margens do ano. No Centro-Oeste, a margem estimada foi de R$ 124,77 por arroba, resultando em lucro médio de R$ 1.040,62 por cabeça. Já no Sudeste, a margem alcançou R$ 139,14 por arroba, elevando o ganho para R$ 1.127,06 por animal.
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Esses números reforçam o confinamento como uma alternativa cada vez mais atrativa para investidores no agronegócio brasileiro.
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