Confiança do Setor de Serviços no Brasil cai em outubro; BC mantém Selic em 15%. Dados da FGV apontam para desaceleração da economia.
A confiança do setor de serviços no Brasil registrou uma leve retração em outubro, corroborando a percepção de desaceleração da atividade econômica. Os dados divulgados nesta quinta-feira (30) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) indicam uma redução de 0,1 ponto no ICS (Índice de Confiança de Serviços), que agora se encontra em 88,9 pontos.
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Essa queda ocorre após o forte avanço observado no mês anterior, com um aumento de 1,9 ponto.
A FGV também apontou uma variação no ISA-S (Índice de Situação Atual), que mede a avaliação do momento presente do setor de serviços. O indicador diminuiu 1,0 ponto, atingindo 92,9 pontos. A análise revela que setores específicos, como Alojamento e Alimentação, Informação e Comunicação e Profissionais, apresentaram as piores avaliações em relação à demanda atual.
Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, destacou que a percepção negativa se deve à avaliação da situação presente. Ele ressaltou que o cenário atual reflete as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas e a política monetária restritiva, que deve impactar a atividade econômica por um período.
O IE-S (Índice de Expectativas), que projeta as perspectivas para os próximos meses, avançou 0,8 ponto, alcançando 85,0 pontos. Apesar do avanço no horizonte de curto prazo, a análise aponta para um maior pessimismo no longo prazo, refletindo as dificuldades financeiras e a política monetária contracionista.
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O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15%, anunciando uma nova fase na política monetária com a Selic inalterada por um período prolongado. A medida visa alcançar a meta de inflação, indicando um cenário de cautela e ajuste na economia brasileira.
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