A indústria aérea está analisando um novo fator de influência: a crescente popularidade de medicamentos para perda de peso nos Estados Unidos. Analistas do Jefferies identificaram que uma população mais magra pode contribuir significativamente para a redução dos custos operacionais das companhias aéreas, principalmente devido ao consumo de combustível, que representa o maior custo para o setor.
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Impacto nos Custos de Combustível
A estimativa do grupo, obtida pela CNBC, sugere que uma diminuição de 10% no peso médio dos passageiros poderia resultar em uma redução de até 1,5% nos gastos com combustível. Essa mudança na composição dos passageiros impactaria diretamente a rentabilidade das companhias aéreas, com potencial para aumentar o lucro por ação.
Cálculo da Economia
O cálculo se baseia na relação entre o peso transportado e o consumo de querosene de aviação. A análise considera que a eficiência das aeronaves é afetada pelo peso, um fator reconhecido por fabricantes como a Boeing. A redução do peso elimina a necessidade de medidas adicionais para otimizar o desempenho.
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Estimativas de Gastos com Combustível
Em 2026, as principais companhias aéreas americanas devem consumir 16 bilhões de galões de combustível, com uma despesa média de US$ 2,41 por galão. Essa fatura de combustível representa cerca de 19% das despesas totais do setor. A economia potencial de uma redução de peso é significativa, impactando diretamente os resultados financeiros das empresas.
Exemplos de Economia por Companhia
A American Airlines, com sua alta alavancagem operacional, projetada para ter um ganho de 11,7% no lucro por ação. A Southwest Airlines apresentaria um aumento de 4,2%, seguida pela United Airlines (3,5%) e Delta Airlines (2,8%). Essas projeções demonstram o potencial impacto da redução de peso na rentabilidade de cada companhia.
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Medidas de Economia no Setor
O setor aéreo já implementa medidas rigorosas para reduzir o peso das aeronaves, como a United Airlines, que em 2018 substituiu a revista de bordo por uma versão mais leve, economizando 170 mil galões de combustível por ano, o que representava cerca de US$ 290 mil na época.
