A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), em declarações feitas em Milão, destacou a importância de manter o esporte livre de interferências políticas. O principal desafio, segundo ela, reside em definir como essa neutralidade será colocada em prática no dia a dia dos Jogos Olímpicos de Inverno.
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Desafios da Implementação
Coventry enfatizou que existe um consenso dentro do COI sobre a necessidade de afastar os Jogos de eventos geopolíticos. “Todos concordamos que o esporte precisa permanecer neutro. E agora, como vamos implementar isso e como isso se parecerá é o que estamos trabalhando no momento”, afirmou.
Expectativas para a Cerimônia de Abertura
Questionada sobre o ambiente político e possíveis manifestações durante a cerimônia de abertura, incluindo o potencial de vaias a atletas norte-americanos, a presidente do COI expressou o desejo de que o evento simbolizasse respeito e convivência entre os povos.
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Ela ressaltou a importância de atletas de diferentes origens interagirem em um ambiente de lazer e descontração, sem questionamentos sobre nacionalidade ou crenças pessoais.
Visita à Vila Olímpica e Reflexões
A presidente do COI também relatou ter visitado a Vila Olímpica, observando que o ambiente entre os atletas reforça o espírito dos Jogos. Ela acredita que a cerimônia de abertura deve ser vista como uma oportunidade de respeito mútuo entre as pessoas.
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Suspensão da Rússia e Protocolos Neutros
Coventry esclareceu que a suspensão da Rússia foi motivada pela incorporação de organizações esportivas de regiões como Donetsk, o que o COI considera uma violação da Carta Olímpica. Apesar da medida, atletas russos continuam autorizados a competir sob status neutro, seguindo os mesmos protocolos aplicados nos Jogos de Paris.
Não foram anunciadas mudanças imediatas na decisão, nem detalhes sobre um possível levantamento da suspensão.
Foco no Caráter Universal dos Jogos
A presidente do COI concluiu reafirmando o compromisso do COI em preservar o caráter universal dos Jogos Olímpicos, mantendo o foco no esporte e evitando que conflitos internacionais se reflitam nas competições.
