Colômbia suspende venda de eletricidade ao Equador e impõe tarifa de 30% em produtos. Medida surge em disputa comercial e combate ao tráfico.
A Colômbia anunciou, nesta quinta-feira (22), a suspensão das vendas de eletricidade para o Equador, juntamente com a imposição de uma tarifa de 30% sobre 20 produtos importados pelo país vizinho. Essa medida surge em meio a uma crescente disputa comercial e preocupações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas.
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O anúncio ocorreu após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, ter proposto uma tarifa similar sobre produtos colombianos, a partir de 1º de fevereiro, alegando um déficit comercial e falta de cooperação no combate ao tráfico.
O Equador enfrenta um déficit comercial de US$ 838 milhões nos primeiros 10 meses do ano passado, conforme dados do Banco Central do Equador. A Colômbia exportou US$ 1,67 bilhão em mercadorias para o Equador nos 11 meses do ano passado, representando 3,6% das suas exportações totais.
A Colômbia argumenta que a tarifa visa restaurar o equilíbrio nas relações comerciais após a decisão do Equador de implementar uma “taxa de segurança”.
Em resposta à medida da Colômbia, a ministra de Energia do Equador afirmou que o transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto OCP, segundo maior do país, receberia “reciprocidade” em relação à medida da Colômbia sobre a eletricidade. O governo equatoriano, liderado por Daniel Noboa, tem criticado a Colômbia por supostamente não fazer o suficiente para combater o contrabando de drogas.
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O ministro de Energia da Colômbia, Edwin Palma, cancelou recentemente uma iniciativa para permitir a participação de empresas privadas nas vendas de energia entre os países.
A Colômbia suspendeu as transações internacionais de eletricidade com o Equador, justificando a decisão como “uma medida preventiva para garantir o fornecimento interno diante da variabilidade climática”. O ministério afirmou que as exportações de eletricidade serão reativadas quando houver condições técnicas, energéticas e comerciais adequadas.
A situação reflete tensões comerciais e preocupações sobre a segurança da energia em ambos os países.
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