Colheita da soja no Brasil desacelera! Apenas 30% da área colhida em 2025/26. Risco de quebra na safra gaúcha com a estiagem. Saiba mais!
A colheita da soja no Brasil para a safra 2025/26 está avançando, mas o progresso continua abaixo do esperado. Dados da AgRural, uma consultoria agrícola, indicam que até a semana passada, apenas 30% da área cultivada no país havia sido colhida.
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Esse número representa um avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior e um acréscimo de 9 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a colheita havia atingido 39%. Segundo a AgRural, o ritmo de colheita ainda é o mais baixo observado para esta época do ano desde a safra 2020/21.
A AgRural atribui o ritmo lento da colheita a diversos fatores, incluindo o plantio tardio das lavouras, o alongamento do ciclo das culturas e as chuvas que ocorreram durante a época da colheita. Essas condições variam de estado para estado, impactando diretamente o andamento da colheita em diferentes regiões do país.
No Rio Grande do Sul, a situação é particularmente delicada, devido à persistência da estiagem. As chuvas registradas na semana passada foram bem-vindas pelas lavouras, mas a distribuição foi desigual, com muitas áreas ainda apresentando baixa umidade no solo.
Considerando que a maior parte das lavouras gaúchas ainda está na fase de enchimento de grãos, a safra do estado enfrenta um risco significativo de quebra e aguarda novas chuvas para minimizar as perdas.
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O fenômeno El Niño, parte da Oscilação Sul do Atlântico (ENSO), está sendo monitorado de perto pelo setor agrícola brasileiro. Estimativas da StoneX apontam que a La Niña, que estava presente em outubro de 2025, deve perder intensidade ao longo do verão, com a neutralidade do ENSO prevista para março de 2026.
A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica um aumento na probabilidade de formação de um El Niño para o trimestre setembro-outubro-novembro de 2026, com 61% de chance. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos e afeta diretamente o Brasil.
No Sul do país, o El Niño tende a provocar períodos mais secos, o que pode atrasar o plantio e a colheita, além de aumentar a incidência de doenças fúngicas e o encharcamento do solo. A ocorrência de eventos como as recentes geadas também representa um desafio para a produção de soja.
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