Coimbra em crise! Rio Mondego transborda e força evacuação de 3.000 moradores. Imagens chocantes de ruas inundadas em Montemor-o-Velho. Saiba mais!
Coimbra, Portugal, enfrentou uma situação crítica na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, com o rio Mondego transbordando devido a chuvas torrenciais. O nível do rio atingiu patamares perigosos, forçando a evacuação de cerca de 3.000 moradores e a submersão de diversos bairros.
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Imagens mostraram equipes do Corpo de Fuzileiros Navais navegando por ruas alagadas em Ereira, município de Montemor-o-Velho, utilizando barcos a motor para resgatar pessoas e levar suprimentos a áreas isoladas. Vilarejos foram transformados em vias navegáveis, com embarcações de patrulha cruzando regiões residenciais completamente inundadas.
O oficial do Corpo de Fuzileiros Navais, Matias, relatou: “Neste momento, estamos prestando apoio à população de Montemor e Ereira, auxiliando a proteção civil e os bombeiros de Montemor no transporte de pessoas e suprimentos para a vila de Ereira, que está isolada”.
O sargento Gonçalves alertou para o risco de agravamento da situação.
Moradores, como Eurico, residente de Ereira, expressaram preocupação com novos aumentos no nível da água, e a possível piora da situação após o rompimento de uma represa. Hermes, outro morador, planejava retornar à área para proteger sua casa, destacando a existência de 6 estações de bombeamento com capacidade para remover 250 metros cúbicos de água por segundo.
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O primeiro-ministro Luís Montenegro, em visita a Alcácer do Sal, uma das áreas afetadas, anunciou o Plano de Recuperação e Resiliência, com intervenções em sistemas rodoviários, ferroviários e de energia. O governo também ampliou a linha de crédito à tesouraria para empresas atingidas, com um valor inicial de € 500 milhões, que foi aumentado para € 1.000 milhões.
O governo disponibilizou 275 Espaços Cidadão para prestar informações e orientar sobre o acesso a auxílios. Foi criado um portal com detalhes sobre as medidas disponíveis.
Montenegro anunciou a revisão de sistemas, incluindo a barragem de Girabolhos, que remonta aos anos 1970, com o apoio de autoridades locais e da academia. O objetivo é enfrentar eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
A Anepc (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) emitiu um alerta devido à depressão “Oriana”, com previsão de chuva forte, ventos de até 80 km/h e ondas de até 11 metros na costa. Recomendações incluem evitar áreas inundadas, retirar bens vulneráveis e acompanhar informações oficiais.
Há risco de cheias nos rios Tejo, Sorraia, Vouga, Águeda e Sado, além de deslizamentos e queda de árvores.
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