O Comitê Olímpico Internacional (COI) apresentou um resultado financeiro complexo em 2025, marcado por um déficit operacional de US$ 39,6 milhões (equivalente a aproximadamente R$ 208,1 milhões na cotação da época). Essa situação se distancia significativamente do superávit de US$ 1,13 bilhão (cerca de R$ 5,94 bilhões) alcançado em 2024, um ano que viu a realização dos Jogos Olímpicos em Paris.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O relatório financeiro detalhado, disponibilizado em formato PDF, revela as nuances por trás desse cenário.
Ciclos de Quatro Anos e a Dependência das Olimpíadas
O COI opera em ciclos de quatro anos, o que influencia diretamente sua saúde financeira. A maior parte de suas receitas, especialmente aquelas provenientes de direitos de transmissão, é concentrada nos anos em que os Jogos Olímpicos são realizados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em períodos sem a ocorrência de eventos olímpicos de Verão ou Inverno, como foi o caso de 2025, as despesas tendem a superar as receitas imediatas, gerando um déficit.
Receitas e Despesas em 2025: Uma Queda Drástica
Em 2025, a receita total do COI somou US$ 649,9 milhões (aproximadamente R$ 3,41 bilhões), uma queda de 85% em relação aos US$ 4,41 bilhões (cerca de R$ 23,18 bilhões) registrados em 2024. O principal fator dessa redução foi a ausência de receitas com direitos de transmissão de TV, que haviam gerado US$ 3,25 bilhões (aproximadamente R$ 17,08 bilhões) em 2024 e zeraram-se em 2025.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Os patrocínios globais também contribuíram para a diminuição, com US$ 560 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões), abaixo dos US$ 871,5 milhões (cerca de R$ 4,58 bilhões) obtidos em 2024.
Investimentos Contínuos Apesar do Déficit
Mesmo sem a realização dos Jogos, o COI manteve investimentos elevados em 2025. As despesas com a promoção do movimento olímpico totalizaram US$ 191,9 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), enquanto o programa de apoio a atletas e comitês olímpicos nacionais recebeu US$ 120,3 milhões (aproximadamente R$ 632,4 milhões).
As despesas administrativas e operacionais somaram US$ 213 milhões (cerca de R$ 1,11 bilhão), um valor próximo ao registrado em 2024, indicando estabilidade nos custos de funcionamento da entidade.
Custos com a Cúpula e Reservas Sólidas
O relatório detalha os custos com pessoal e gestão. Os salários e benefícios de curto prazo pagos ao diretor-geral e aos diretores do COI totalizaram US$ 15,31 milhões (cerca de R$ 80,49 milhões) em 2025. O cargo de presidente do COI não é remunerado, embora a entidade cubra despesas de representação e de residência associadas à função.
A folha de pagamento, incluindo salários e encargos sociais de todo o quadro de funcionários, alcançou US$ 123,5 milhões (cerca de R$ 649,2 milhões) no ano. Apesar do déficit registrado no ano, o COI mantém uma posição financeira considerada sólida, com ativos totais de US$ 6,97 bilhões (cerca de R$ 36,6 bilhões) ao fim de 2025.
O portfólio de investimentos financeiros somava mais de US$ 4,7 bilhões (aproximadamente R$ 24,7 bilhões), garantindo a continuidade do movimento olímpico em cenários de crise. As reservas de caixa e equivalentes encerraram o ano em US$ 628,6 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), praticamente estáveis em relação a 2024.
