COI Decole Contra Inclusão: Testes Genéticos e Guerra Política no Esporte Olímpico

COI causa polêmica com restrições a atletas trans! EUA e França criticam, enquanto EUA apoia Trump. Descubra o choque nas Olimpíadas de 2028!

28/03/2026 11:59

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(Imagem de reprodução da internet).

A recente decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de limitar a participação na categoria feminina a atletas considerados “biologicamente mulheres”, juntamente com a retomada de testes genéticos a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, gerou um debate acalorado entre diferentes nações.

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Enquanto Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos demonstraram apoio à medida, a França a classificou como um “retrocesso”. Essa situação expõe tensões complexas no mundo do esporte e na discussão sobre inclusão e competição justa.

Nova Zelândia e o Debate em Tóquio 2021

A Nova Zelândia esteve no centro desse debate durante os Jogos de Tóquio 2021, quando escalou a halterofilista trans Laurel Hubbard, um momento que gerou grande controvérsia. A diretora-executiva do Comitê Olímpico da Nova Zelândia, Nicki Nicol, ressaltou que a nova política busca “mais clareza, consistência e justiça nos critérios de elegibilidade para a categoria feminina em nível olímpico”.

A experiência em Tóquio evidenciou a necessidade de uma definição mais precisa para garantir a equidade nas competições.

Apoio e Controvérsia: EUA e França

Nos Estados Unidos, o anúncio foi recebido com entusiasmo pelo governo de Donald Trump, que desde o início de seu segundo mandato tem defendido a restrição de atletas trans. A Casa Branca associou a decisão à ordem executiva assinada em 2025, que prevê sanções a instituições que permitam a participação de mulheres trans em competições femininas.

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Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a decisão do COI “só está acontecendo por causa da minha poderosa ordem executiva, defendendo mulheres e meninas”. Integrantes do governo também classificaram a medida como “sensata”.

Em contrapartida, a França classificou a decisão como um “retrocesso”, refletindo uma visão diferente sobre o tema.

Testes Genéticos e a Busca por Clareza

O anúncio ocorre às vésperas dos Jogos de Los Angeles 2028, sede olímpica que já vinha sendo apontada como um potencial foco de tensão política sobre o tema. O governo americano chegou a ameaçar, aumentando a pressão sobre o COI. Questionada sobre possível influência externa, a presidente do COI, Kirsty Coventry, negou interferência direta. “Isso já era uma prioridade para mim muito antes do presidente Donald Trump iniciar seu segundo mandato.

Não houve pressão externa”, afirmou Coventry. A entidade também confirmou a retomada de testes genéticos, abandonados no fim dos anos 1990, em uma medida que deve afetar ainda atletas com (DSD), anteriormente chamadas de intersexo. A elegibilidade passará a ser definida por testes genéticos capazes de identificar a presença do gene SRY, associado ao sexo masculino.

O exame será feito por meio de coleta na bochecha ou amostra de sangue e ocorrerá apenas uma vez na carreira.

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