Coca-Cola enfrenta desafios! Lucros sob pressão e projeções abaixo do esperado para 2026. Saiba mais!
A Coca-Cola apresentou um quadro misto em seu relatório de resultados para o quarto trimestre de 2025 e o ano fiscal de 2025, com lucro líquido de US$ 2,27 bilhões, ligeiramente superior aos US$ 2,2 bilhões registrados no mesmo período de 2024. A margem operacional consolidada também subiu para 28,7%, em comparação com 21,2% no ano anterior.
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No entanto, o desempenho foi prejudicado por um crescimento de receitas fraco e pela estagnação no volume de vendas, gerando pressão sobre a companhia.
A situação se agravou no início de 2026, com a divulgação de resultados abaixo das expectativas do mercado, sinalizando um cenário desafiador para o ano. As ações da empresa sofreram uma queda de cerca de 4% no pré-mercado, nesta terça-feira, 10.
A empresa projeta um crescimento orgânico de receitas entre 4% e 5% para 2026, abaixo da expectativa média de analistas de 5,3%, e um lucro por ação ajustado entre 7% e 8%, em linha com a projeção de mercado. Em 2025, o crescimento orgânico havia sido de 5%.
Diante do enfraquecimento do consumo de refrigerantes tradicionais, a Coca-Cola tem se concentrado em categorias mais resilientes, como bebidas sem açúcar, bebidas esportivas, chás engarrafados e produtos voltados para consumidores preocupados com a saúde e o bem-estar.
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A linha Fairlife, com bebidas lácteas com proteína, ganhou destaque no portfólio, buscando atrair um público mais atento à nutrição. Essa estratégia ocorre em um contexto de crescente uso de medicamentos para perda de peso nos EUA, que tem impactado negativamente o consumo de bebidas açucaradas, conforme apontam fontes da Reuters.
Apesar do momento mais fraco, a direção da Coca-Cola mantém um otimismo de longo prazo. O CEO James Quincey destacou a resiliência do negócio em 2025. Para 2026, a empresa projeta um fluxo de caixa livre de cerca de US$ 12,2 bilhões e investimentos de capital de aproximadamente US$ 2,2 bilhões, com um leve impacto positivo das variações cambiais.
A empresa enfrenta consumidores cada vez mais sensíveis e dispostos a reduzir gastos, o que exige uma adaptação da estratégia para expandir a presença em segmentos de maior valor agregado e menos dependentes do refrigerante tradicional.
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