COB busca independência financeira: La Porta detalha plano ousado para o Brasil

Marco Antônio La Porta detalha estratégia ousada para salvar o COB! Ameaçada instabilidade financeira da entidade preocupa. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), detalhou uma estratégia para aumentar a estabilidade financeira da entidade. Em entrevista, dada nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), La Porta explicou que o COB busca atrair investimentos do setor privado, visando diminuir a dependência dos repasses das loterias, que historicamente representam a maior parte das receitas.

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Arrecadação em 2025 e Preocupações Financeiras

Em 2025, o COB registrou sua maior arrecadação nos últimos cinco anos, totalizando R$ 594 milhões. No entanto, 75% desse valor veio dos repasses das loterias, gerando preocupação na gestão atual. A alta dependência de uma única fonte de recursos torna a organização vulnerável a mudanças nas políticas governamentais.

Histórico de Dependência e Desafios

A dependência das loterias não é recente. Em 2019, o COB enfrentou uma situação crítica quando os repasses foram suspensos devido a uma dívida tributária da Confederação Brasileira de Vela. Na época, cerca de 90% do orçamento do comitê dependia dessas verbas.

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Essa vulnerabilidade se intensificou nos anos seguintes, com os repasses de loterias atingindo 91,6% e 91,9% das receitas em 2021 e 2022, respectivamente.

Plano de Diversificação e Ações no Congresso

Para mitigar os riscos, o COB está implementando um plano de diversificação, que inclui a captação de recursos privados e a recuperação de patrocinadores que se afastaram após os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Além disso, a entidade ampliou sua presença em Brasília, criando o Conselho Nacional dos Comitês Esportivos, com o objetivo de trabalhar em pautas prioritárias no Congresso Nacional, como a regulamentação das apostas esportivas e a isenção de impostos para importação de equipamentos esportivos.

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La Porta ressaltou o impacto dos impostos no esporte brasileiro, citando o exemplo do custo de um barco, que pode custar entre R$ 50 mil e R$ 60 mil em tributos.

Posicionamento sobre Inclusão e Boicotes

Em relação à participação de atletas transgênero em competições olímpicas, o COB segue o posicionamento do Comitê Olímpico Internacional, que defende a inclusão, a justiça e a segurança, delegando a responsabilidade de estabelecer critérios adequados às federações de cada modalidade.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de boicote aos Jogos de Los Angeles 2028 devido às tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, La Porta argumentou que o mundo é diferente de 1984, quando ocorreu o último grande boicote olímpico.

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