A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou sua avaliação sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou o tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras. A entidade estima que essa medida represente uma isenção de US$ 21,6 bilhões em potenciais exportações brasileiras, com base em dados de 2024 fornecidos pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
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A decisão, que veio com um voto de 6 a 3, encerra uma disputa iniciada durante o governo do então presidente, Donald Trump, do Partido Republicano.
Análise de Dados e Avaliação da CNI
A CNI baseou sua análise em dados de 2024, indicando que a suspensão do tarifaço tem um impacto financeiro significativo para o Brasil. A entidade ressalta a importância da parceria comercial entre os dois países, enfatizando a necessidade de cautela diante das mudanças no cenário comercial.
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Ricardo Alban, presidente da CNI, declarou que a confederação continuará acompanhando de perto os desdobramentos da decisão, buscando uma avaliação mais precisa dos seus impactos.
Reações e Perspectivas Futuras
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), comemorou a decisão da Suprema Corte, considerando-a como uma “oportunidade” para o comércio exterior. O ministro da Fazenda, do Partido Trabalhista (PT), também expressou satisfação com o resultado.
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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) reconheceu o benefício da medida para os exportadores brasileiros, mas alertou para a necessidade de cautela, citando a importância da diplomacia empresarial.
Investigações e Setores Específicos
A FIESP destacou que, apesar da suspensão do tarifaço, algumas taxas específicas, como as aplicadas a aço e alumínio, permanecem em vigor. A entidade informou que manterá uma vigilância rigorosa sobre os desdobramentos, enfatizando a importância de uma abordagem diplomática para superar obstáculos e fortalecer o comércio com os Estados Unidos.
A FIESP também alertou que o Brasil pode ser alvo de novas sobretaxas antes de seus concorrentes, devido a investigações em andamento desde julho de 2025.
