CNI celebra aprovação do acordo Mercosul-UE e prevê impulsionamento da indústria

CNI vê aprovação do Mercosul-UE como avanço para indústria e investimentos. Acordo impulsiona comércio e atrai investimentos bilaterais para o Brasil.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pelo bloco europeu como um avanço significativo para a indústria brasileira. A entidade ressaltou que o processo, ainda em etapas formais, possui potencial para gerar impactos econômicos e sociais relevantes, além de impulsionar investimentos bilaterais.

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Dados apresentados pela CNI indicam que, em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia resultou na criação de 21.800 empregos. Adicionalmente, foram movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade enfatiza que o acordo pode fortalecer a inserção internacional do Brasil.

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Ricardo Alban, presidente da CNI, declarou que a aprovação cria as condições políticas necessárias para avançar com a assinatura do acordo. Ele expressou a expectativa de que o processo seja concluído, transformando efeitos institucionais em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade para o país.

A CNI destaca que o tratado tende a estimular investimentos bilaterais, ampliando a previsibilidade regulatória, reduzindo barreiras tarifárias e reforçando regras de facilitação de comércio e investimentos. A entidade acredita que esse ambiente favorece a competitividade das empresas, otimiza custos nas cadeias globais de valor e incentiva a internacionalização de empresas brasileiras.

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Em 2024, a União Europeia representou US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras (14,3% do total) e foi o segundo maior mercado do Brasil. A mesma fonte foi origem de US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras (17,9%), consolidando-se como parceiro estratégico no fornecimento de insumos, tecnologias e bens industriais.

A CNI acredita que o acordo pode ampliar relações comerciais com países do Leste Europeu, como Polônia, República Tcheca e Romênia, além de promover o reconhecimento de indicações geográficas de produtos brasileiros e a cooperação em áreas como inovação, sustentabilidade e tecnologias de baixo carbono.

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