CNI Alerta: Selic Estancada em 15% Impacta Indústria e Economia

CNI e indústria expressam preocupação com Selic Estancada em 15%. Copom mantém taxa desde 2006 e CNI pede flexibilização imediata.

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(Imagem de reprodução da internet).

Selic Estancada em 15% e Impacto na Indústria

Em 28 de janeiro de 2026, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou “enorme preocupação” com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 15% ao ano. Este foi o quinto encontro consecutivo do colegiado com essa decisão, desde julho de 2006, quando a taxa estava em 15,25%.

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A situação persiste desde 1º de junho a 19 de julho de 2006, período em que o então presidente do PT estava em seu primeiro mandato.

A CNI, liderada por Ricardo Alban, defende uma flexibilização do juro-base, argumentando que o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de redução dos juros há muito tempo. O presidente da entidade declarou que a manutenção da Selic em um patamar insustentável prejudica a economia, aprofundando a desaceleração do crescimento.

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Alban enfatizou a necessidade de uma flexibilização imediata na próxima reunião do Copom.

Flavio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, também defendeu uma “política monetária mais equilibrada”, que concilie o controle da inflação com o estímulo ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento da competitividade da indústria nacional.

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Ele avaliou que a Selic em 15% tende a prolongar os efeitos adversos na economia, restringindo investimentos, encarecendo o crédito e comprometendo a competitividade da indústria brasileira e mineira.

Impacto na Construção Civil e Expectativas de Corte

O cenário de juros altos também afeta o setor da construção civil. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, ressaltou que a alta taxa limita a demanda por imóveis e a capacidade das empresas de viabilizar novos projetos.

O impacto vai além do crédito habitacional, atingindo toda a cadeia produtiva do setor.

Correia defendeu o corte da Selic, argumentando que uma trajetória de queda dos juros é essencial para uma retomada consistente da atividade econômica. Ele enfatizou que juros altos encarecem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e desaceleram a atividade da construção.

As expectativas para o corte da Selic variam entre economistas. Alguns, como Pablo Spyer, economista da Ancord, preveem um corte de 0,25 p.p. a 0,50 p.p. na reunião de março, considerando o arrefecimento da inflação e os efeitos da política monetária.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, acredita que um corte de 50 pontos-base é possível, dada a apreciação do câmbio e a perspectiva de dados mais fracos. Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, estima um corte mais conservador de 25 pontos-base.

Considerações Finais

Lucas Constantino, estrategista-chefe da GCB Investimentos, destacou a retirada de um trecho do comunicado que indicava juros elevados por período prolongado. Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, avaliou que o comunicado foi apropriado ao combinar sinalização de corte com compromisso firme com a meta.

A expectativa é de um corte de 0,50 p.p. em março, com a Selic em 11,50% ao final de 2026.

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