CNI Manifesta Preocupação com Medida Provisória sobre Piso do Frete
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou forte preocupação com a Medida Provisória (MP) publicada na quinta-feira (19) pelo governo federal, que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.
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Segundo a entidade, a medida é considerada inadequada e pode prejudicar a competitividade e o desenvolvimento econômico do país.
Preocupação com Possível Greve e Impacto nos Custos
O presidente da CNI, Ricardo Alban, enviou um ofício a quatro ministros, manifestando a preocupação com o risco de greve dos caminhoneiros. A entidade destaca que o novo sistema de multas e sanções, que prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões para contratantes que não cumpriem o piso do frete, além da possibilidade de proibição de contratar novos fretes, agrava a situação.
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Impacto na Indústria e nos Custos Logísticos
A CNI argumenta que a medida “vai na contramão do desenvolvimento, da competitividade e da inserção do Brasil nas cadeias globais de valor”. A entidade ressalta que o transporte de cargas no Brasil é majoritariamente rodoviário, com cerca de 80% da demanda de diesel concentrada nesse modal. O aumento nos custos do combustível, que representa entre 30% e 40% dos custos logísticos, eleva o frete e, consequentemente, os preços dos insumos produtivos e os preços finais ao consumidor.
Defesa por uma Abordagem Mais Transparente
O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, enfatiza que a indústria está preocupada com a medida, que tende a agravar a crise do setor. A CNI defende que as sanções deveriam ser condicionadas à revisão metodológica do tabelamento do frete, com parametrização técnica e ampla participação da sociedade civil organizada, além do reconhecimento da competência da ANTT.
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A instituição busca uma abordagem mais transparente e criteriosa para evitar prejuízos.
