O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, expressou sua visão sobre o debate atual em torno da escala de trabalho 6×1. Alban enfatizou a importância de uma abordagem cautelosa e baseada em negociações progressivas, sempre considerando o panorama econômico do Brasil.
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Ele ressaltou que a carga horária média do país já é inferior à de outras nações, incluindo aquelas do grupo G20.
Comparativo de Horas Trabalhadas
Segundo dados do IBGE, a média de horas trabalhadas no Brasil é de 39,3. Em comparação, países desenvolvidos da zona do G20 apresentam uma média de 42,6 horas, enquanto a média da OCDE é de 42,4 horas. Alban acredita que essa diferença, por si só, justifica uma análise cuidadosa.
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Modelo de Negociação Setorial
O presidente da CNI defende que as negociações devem seguir um caminho setorial, permitindo que cada setor negocie suas condições de trabalho. Ele acredita que essa abordagem é mais eficaz do que uma mudança legislativa generalizada, que pode não levar em conta as particularidades de cada indústria.
Conquistas Gradativas e Sustentabilidade
Alban propõe que qualquer ganho na jornada de trabalho esteja vinculado a conquistas concretas, como aumento de produtividade, crescimento do PIB ou superávit fiscal. Ele argumenta que o país precisa agir com responsabilidade, pensando no futuro e evitando decisões que possam comprometer o desenvolvimento econômico.
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Ele alerta que não se pode simplesmente “tapar um buraco” e, em seguida, descobrir outro problema.
Preocupação com Decisões Oportunistas
O presidente da CNI manifestou preocupação com propostas que não consideram o impacto econômico de longo prazo. Ele questiona a lógica de decisões tomadas apenas para o presente, sem levar em conta as consequências futuras. Alban destaca que muitos jovens estão perdendo a esperança no futuro do Brasil, o que exige um compromisso com a nação e a busca por soluções sustentáveis.
