CNC Alerta: Uso do FGTS para Renegociações de Dívidas Pode Destruir Poupança Brasileira

CNC alerta: Uso do FGTS para renegociar dívidas preocupa e pode prejudicar a poupança dos brasileiros. Saiba mais!

28/04/2026 17:00

2 min

CNC Alerta: Uso do FGTS para Renegociações de Dívidas Pode Destruir Poupança Brasileira
(Imagem de reprodução da internet).

CNC Alerta para Riscos do Uso do FGTS em Renegociações de Dívidas

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou sua preocupação nesta terça-feira (28) com a proposta do governo federal de utilizar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas.

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A iniciativa, que faz parte de um novo programa de endividamento, gerou críticas da CNC, que a considera uma solução paliativa e prejudicial para a poupança da população.

O economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, argumentou que o uso do FGTS para quitar dívidas não representa uma solução definitiva para o problema da inadimplência no Brasil. Ele ressaltou que o país já enfrenta dificuldades em relação à poupança e que destinar essa importante fonte de reserva financeira para o pagamento de dívidas é um cenário desfavorável. “O programa precisa trazer mecanismos que resolvam o endividamento de forma mais definitiva.

O uso do FGTS é um problema porque o Brasil já é um país sem poupança, e os meios que fazem os brasileiros terem alguma reserva será utilizado para dívidas, isso não é o ideal”, declarou Bentes.

Detalhes do Programa Desenrola

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a possibilidade de utilização de recursos do FGTS no programa de renegociação de dívidas. O Desenrola, como será chamado, permitirá que os beneficiários utilizem até 20% dos seus recursos do FGTS para quitar dívidas.

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Durigan enfatizou que a medida é um “saque limitado”, vinculado ao pagamento das dívidas, mas que não necessariamente ultrapassará o valor do débito.

Potenciais Impactos Econômicos

A CNC acredita que a injeção de recursos do FGTS na economia pode ter um efeito positivo no curto prazo, impulsionando o consumo no comércio e serviços. No entanto, o economista-chefe alertou para possíveis consequências negativas a longo prazo, como inflação e o aumento de novas dívidas se medidas adicionais não forem implementadas.

O programa será apresentado em fases, com três etapas, começando pelas pessoas físicas.

Condições do Desenrola 2.0

No chamado Desenrola 2.0, os juros cobrados nos refinanciamentos devem ficar abaixo de 2% ao mês. Os descontos oferecidos pelos bancos podem variar de 20% a 90% do total da dívida, incluindo juros e o principal. O ministro Dario Durigan informou que os descontos para os beneficiários do Desenrola 2.0 podem chegar a 90%.

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